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	<title>derrota &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>De Bolsonaro a Paulo Guedes: o que dizem os governistas que reconheceram a derrota e são contra os protestos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 15:20:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os dias que se seguiram à derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas para o ex-presidente Lula (PT) foram tensos nas rodovias, com protestos de apoiadores do mandatário. A demora do gestor em reconhecer a derrota foi vista por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como estímulo à desordem. Mas aos poucos, os sinais [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Os dias que se seguiram à derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas para o ex-presidente Lula (PT) foram tensos nas rodovias, com protestos de apoiadores do mandatário. A demora do gestor em reconhecer a derrota foi vista por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como estímulo à desordem. Mas aos poucos, os sinais vindos do Palácio do Planalto foram mudando, fundados no entendimento de fim de ciclo. O primeiro a se manifestar foi o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), eleito senador pelo Rio Grande do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mourão mandou mensagem para o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), se colocando à disposição para a transição. A manifestação mereceu atenção do socialista, que agradeceu. Em entrevista publicada em O Globo, nesta quarta-feira (2), Mourão deu o tom de &#8220;bola pra frente&#8221;. &#8220;Existem 58 milhões de pessoas inconformadas, mas aceitaram participar do jogo. Então tem que baixar a bola, disse o futuro parlamentar, deixando claro que, na opinião dele, não houve fraude. Ele acha que Lula não deveria ter participado da eleição, mas entende que participando, ganhou o pleito de forma limpa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Jair Bolsonaro foi mais econômico nas palavras, mas reconheceu que perdeu as eleições ao agradecer os pouco mais de 58 milhões de votos recebidos. Foi a maior votação já dada a um derrotado no Brasil, o que o credencia para disputas futuras, caso não seja impedido pela Justiça Eleitoral ou outras condenações decorrentes de atos antidemocráticos ou ainda decorrentes da gestão. Em reunião ocorrida logo após a entrevista coletiva, nesta terça, ele conversou com ministros do Supremo. Do encontro, Luiz Edson Fachin, titular da Corte, disse ter ouvido do mandatário que &#8220;acabou&#8221;, não haveria contestação do pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa estabilidade democrática vinda da ala política do governo, que ganhou a queda de braço com a ideológica, contrasta com a radicalização dos eleitores mais reacionários do presidente. Na coletiva, Bolsonaro chegou a criticar os apoiadores que têm interditado rodovias e avenidas pelo país. Ele os comparou ao que atribui ser o comportamento da esquerda. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir&#8221;, afirmou o presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isso, a área técnica recebeu sinal verde para a transição. O ministro Paulo Guedes (Economia) disse que o trabalho será tranquilo e fez ponderações sobre o choro governista. &#8220;Vai ter transição. Será tranquila. Mas primeiro tem o luto do lado de cá, depois a manifestação do presidente, que já ocorreu, e depois vem a transição&#8221;, disse, sinalizando que a cooperação, prevista em lei, ocorrerá sem problemas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Ciro Nogueira (Chefia de Gabinete) vai conduzir os entendimentos com o novo governo. &#8220;O presidente Jair Bolsonaro me autorizou, quando for provocado, com base na lei, nós iniciaremos o processo de transição&#8221;, disse. &#8220;A presidente do PT, segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país&#8221;, prosseguiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esta quarta-feira (2), Dia de Finados, apoiadores do presidente farão manifestações em vários pontos do país, principalmente em frente aos quartéis das Forças Armadas. Muitos cobram intervenção militar, em clara afronta aos princípios constitucionais. Mas tudo isso vai passar&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Mesmo com bons nomes, oposição se mostra incapaz de apontar líder para 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jul 2021 10:39:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
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					<description><![CDATA[Em todo processo eleitoral é natural que exista um candidato governista e pelo menos um da oposição. O primeiro sempre surge com certa primazia para vencer a disputa, pela força que a caneta costuma ter. Aos oposicionistas resta explorar as fraquezas do governo e, não vamos esquecer, construir uma expectativa de vitória factível. Sim, duas [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Em todo processo eleitoral é natural que exista um candidato governista e pelo menos um da oposição. O primeiro sempre surge com certa primazia para vencer a disputa, pela força que a caneta costuma ter. Aos oposicionistas resta explorar as fraquezas do governo e, não vamos esquecer, construir uma expectativa de vitória factível. Sim, duas coisas são preponderantes numa disputa: poder e expectativa de poder. Se você não tem a caneta, precisa deixar as pessoas esperançosas de que pode vir a tê-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da Paraíba, no varejo, é possível garimpar bons nomes para enfrentar o governador João Azevêdo (Cidadania). A gente poderia lembrar aqui do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e dos ex-prefeitos Romero Rodrigues (PSD) e Luciano Cartaxo (PV). Se forçar um pouco mais, dá para imaginar os deputados federais tucanos Pedro Cunha Lima e Ruy Carneiro. Este último fez bonito na disputa eleitoral em João Pessoa, terminando em terceiro lugar. Há até quem fale em se importar o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) da base governista. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que existe de fato é dificuldade de diálogo. Ora, as lideranças citadas campeiam nas mesmas trincheiras dos deputados estaduais bolsonaristas Wallber Virgolino (Patriota) e Cabo Gilberto (PSL), além do comunicador Nilvan Ferreira (PTB), segundo colocado nas eleições para prefeito de João Pessoa. O grande problema é que as lideranças, além de não terem caneta, se transformaram em uma federação de interesses particulares. Vivem um processo de autofagia interminável, numa Babel de discurso infértil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E dentro desta perspectiva, não precisa ir muito a fundo na Ciência Política para lembrar que a deusa &#8220;Fortuna&#8221; tem paciência curta e joga ao largo os desprovidos de &#8220;Virtù&#8221;. Esta situação fortalece o barco governista, que tem vagas limitadas, mas uma capacidade larga de interlocução. O poder maqueia arestas e sufoca crises e descontentamentos. O campo de oposição é árido em compensações, por isso, o líder tem que dispor de mais predicados para chegar ao topo. Do Hades onde se encontra, a oposição vê o governador se fortalecer, mesmo sem um trabalho virtuose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos lembrar alguns casos na política paraibana em que a oposição desalojou o mandatário do Palácio da Redenção: em 2002, um Cássio Cunha Lima ainda jovem venceu a eleição contra um Roberto Paulino (MDB) que estava de posse de um governo bem avaliado. Em 2010, Ricardo Coutinho fez o mesmo com José Maranhão (MDB), carreando para o entorno de si todas as lideranças refratárias ao então governador. Tal união fez falta em 2018, quando houve derrota da oposição ainda no primeiro turno. Este é um caminho que tende a ser repetido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a receita para a derrota tem sido a desunião do bloco. Romero se apresentou como o candidato mais proeminente, mas sofre com a alcunha de bolsolnarista no momento em que o presidente vive seu pior momento eleitoral. O ensaio dele para ter um palanque mais amplo foi criticado por Nilvan e Cabo Gilberto e elevou o desconforto da extrema-direita. Ambos exigem palanque único para Bolsonaro. A exigência tende a enfraquecer a oposição e isso é um caminho ladrilhado, pronto e acabado para uma virtual derrota nas quatro linhas de uma disputa eleitoral. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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