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	<title>decisões &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>PEC que limita decisões individuais em cortes superiores, aprovada no Senado, deve coibir exageros</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 13:14:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislativo]]></category>
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					<description><![CDATA[O Senado aprovou nesta quarta-feira (22) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita decisões monocráticas (individuais) no Supremo Tribunal Federal (STF) e outros tribunais superiores. O texto recebeu o apoio de 52 senadores (3 a mais que o necessário para aprovação de PEC), enquanto 18 senadores foram contrários. O placar se repetiu nos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Senado aprovou nesta quarta-feira (22) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita decisões monocráticas (individuais) no Supremo Tribunal Federal (STF) e outros tribunais superiores. O texto recebeu o apoio de 52 senadores (3 a mais que o necessário para aprovação de PEC), enquanto 18 senadores foram contrários. O placar se repetiu nos dois turnos de votação e acirra uma polêmica em relação, principalmente, à Suprema Corte, com acusações de invasão de competências. Agora, convenhamos: a proposta tem pontos positivos se forem observados alguns &#8220;exageros&#8221; de ministros. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentado pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), o texto veda a concessão de decisão monocrática que suspenda a eficácia de lei. Decisão monocrática é aquela proferida por apenas um magistrado — em contraposição à decisão colegiada, que é tomada por um conjunto de ministros (tribunais superiores) ou desembargadores (tribunais de segunda instância). Senadores decidiram retirar da proposta trecho que estabelecia prazos para os pedidos de vista. E aí alguém pode dizer que os casos são raros, mas não são. Eles são bastante comuns e os ministros demoram muito a levar o caso ao plenário. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A grosso modo, é como se eles usurpassem a competência de um colegiado e do presidente da República por vontade de um único ministro. Vou citar um caso aqui. Em 2020, o minstro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma liminar e interrompeu por três anos a implementação do juiz de garantias. Só neste ano ele tirou a matéria da gaveta e colocou para votação no plenário do STF, mesmo sendo lei que tramitou no Congresso e sancionado pelo Executivo. Houve críticas no próprio Supremo, feitas pelo ministro Gilmar Mendes durante o julgamento. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p class="wp-block-paragraph">Quer mais? O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, suspendeu por vários meses a implementação do piso nacional dos profissionais da enfermagem depois de o governo do presidente Lula sancionar a lei que abriu crédito para garantir o pagamento aos profissionais dos estados e municípios. Outro caso: trechos da lei de improbidade que foram suspensos pelo ministro Alexandre de Moraes. Em todos os casos, lógico, cada um com suas razões, as decisões poderiam ter sido tomadas pelo colegiado, mas foram adotadas apenas por uma pessoa. A matéria ainda vai tramitar na Câmara dos Deputados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo em vista que neste tour pelo Congresso a proposta ainda pode sofrer mudanças, é importante ficar atento para algo positivo não seja desvirtuado. Isso porque a PEC faz parte de um pacote de projetos do Senado que busca impor freios à atuação da Corte — há na lista também a criação de mandatos para os magistrados — e funcionou para que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fizesse um aceno aos bolsonaristas da Casa. Uma modulação no projeto aprovado ontem, no entanto, possibilitou a ampliação do apoio entre os parlamentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redação original vedava que decisões individuais de ministros fossem usadas para derrubar “atos normativos” em geral, o que incluiria uma série de ações do governo federal, como portarias assinadas por ministros. Este item acabou suprimido e foi mantida a proibição para as decisões monocráticas que sustem “ato do presidente da República, do presidente do Senado Federal, do presidente da Câmara dos Deputados ou do presidente do Congresso Nacional”. Definições do tipo, de acordo com o texto, só podem ser revertidas por decisões colegiadas, a partir do endosso da maioria dos ministros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa moderação precisa ser o parâmetro para evitar abusos do Legislativo, para que deputados e senadores não tentem assumir o controle de constitucionalidade, que é privativa da Suprema Corte. </p>



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		<title>STJ anula decisões contra Roberto Santiago e decide que caso deve ser analisado na Justiça Eleitoral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Oct 2021 22:45:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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		<category><![CDATA[decisões]]></category>
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		<category><![CDATA[tribunal de justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[As denúncias da operação Xeque-Mate que têm como alvo o empresário Roberto Santiago terão que ser examinadas pela Justiça Eleitoral. Com isso, todas as decisões proferidas contra o dono do Manaíra Shopping, em João Pessoa, foram anuladas. A decisão foi definida com os votos da maioria dos ministros que compõe, a 5ª Turma da Corte. [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">As denúncias da operação Xeque-Mate que têm como alvo o empresário Roberto Santiago terão que ser examinadas pela Justiça Eleitoral. Com isso, todas as decisões proferidas contra o dono do Manaíra Shopping, em João Pessoa, foram anuladas. A decisão foi definida com os votos da maioria dos ministros que compõe, a 5ª Turma da Corte. O grupo entendeu que a competência do julgamento é eleitoral por causa de possível crime de caixa dois, relacionado à campanha política. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o empresário teria financiado a compra do mandato do prefeito de Cabedelo, Luceninha. A operação teria ocorrido para permitir a posse do vice, Leto Viana, aliado político do empresário. A decisão do STJ ocorre um mês após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a prisão do empresário, ocorrida em 2019 na mesma operação, foi ilegal, confirmando decisão do segundo grau. A ação penal em questão é uma das 11 abertas na Operação Xeque-Mate.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STJ se baseou em entendimento firmado em março de 2019 pelo plenário do STF, segundo o qual crimes comuns, quando relacionados a delitos eleitorais, a exemplo do financiamento ilegal de campanhas, devem ser processados na Justiça Eleitoral. A decisão do STJ se deu na análise de recurso dos advogados de Roberto Santiago, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso. O caso foi retomado nesta terça no STJ após vista do ministro Reynaldo Soares da Fonseca. O magistrado argumentou que, embora não aponte diretamente crimes eleitorais, o próprio Ministério Público registra na denúncia que a gênese do suposto esquema é o financiamento de campanha de Luceninha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Embora de fato não sejam narrados crimes eleitorais na exordial acusatória, não há como afirmar a inexistência destes. Muito pelo contrário. O próprio MP esclarece que a gênese de tudo isso remonta ao financiamento de campanha de eleição do prefeito, que, como praxe, recorreu ao caixa dois&#8221;, disse o ministro.</p>



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