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	<title>cunha &#8211; Blog do Suetoni</title>
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		<title>Supremo anula condenação de Eduardo Cunha imposta pela Lava Jato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 May 2023 19:27:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, nesta segunda-feira (29), a condenação de 16 anos de prisão que pesava contra o ex-deputado federal Eduardo Cunha. Ele foi um dos alvos da operação Lava Jato, sob suspeita de envolvimento em casos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão foi proferida, em grau de recurso, pela [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, nesta segunda-feira (29), a condenação de 16 anos de prisão que pesava contra o ex-deputado federal Eduardo Cunha. Ele foi um dos alvos da operação Lava Jato, sob suspeita de envolvimento em casos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão foi proferida, em grau de recurso, pela Segunda Turma da Corte. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os magistrados viram correlação entre as acusações e supostos ilícitos eleitorais. Com isso, o caso foi enviado para a Justiça Eleitoral. Caberá ao novo juiz decidir se restabelece ou não a condenação de Cunha, além da validade das provas, ou se o caso será retomado da estaca zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa do ex-deputado disse que a decisão mostra como Cunha foi alvo de &#8220;perseguição&#8221;. “A decisão do Supremo fez justiça e confirma aquilo que a defesa sustenta desde o início do processo e que agora está ficando claro para todo o país: Eduardo Cunha, assim como outros inúmeros réus, foi vítima de um processo de perseguição abusivo, parcial e ilegal e julgado por uma instância manifestamente incompetente&#8221;, diz a nota divulgada pelos advogados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o ex-deputado foi beneficiado por um suposto pagamento de propina nos contratos de construção de navios-sonda da Petrobras, fechado entre a estatal e o estaleiro Samsung Heavy Industries.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ministros analisaram, no plenário virtual, uma ação da defesa de Cunha contra a condenação. Os advogados argumentaram que a sentença violava entendimento do STF de que cabe à Justiça Eleitoral julgar os casos de caixa dois, mesmo quando relacionados a outros crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, a maioria do plenário do STF entendeu que Justiça Eleitoral, por ser especializada, tem prevalência sobre a Justiça comum, seja federal ou estadual, para analisar esses casos de crimes eleitorais conexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin votou, em dezembro de 2022, para rejeitar a ação de Cunha. O ministro citou entendimento da Procuradoria-Geral da República de que os fatos não se enquadram em crimes eleitorais. O voto do relator foi seguido pelo ministro Ricardo Lewandowski.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Divergência<br></strong>Os ministros Nunes Marques e Andre Mendonça divergiram e entenderam que a competência para analisar as acusações contra Cunha era da Justiça Eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunes Marques citou que os próprios delatores reconhecem a conexão de supostos crimes de corrupção e lavagem com os delitos eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro afirmou que a investigação foi aberta para apurar supostos pagamentos de vantagens indevidas a título de contribuições destinadas a &#8220;caixa-dois&#8221; eleitoral, e que delatores citaram que os recursos seriam usados na campanha de Cunha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tais fatos, segundo penso, dão indícios de que teria ocorrido o cometimento, pelo investigado, do crime de falsidade ideológica eleitoral, previsto no art. 350 do Código Eleitoral. Assim, a competência para a persecução criminal é da Justiça Eleitoral, pois esse é o juízo competente para apreciação dos crimes comuns conexos ao crime eleitoral, nos termos da jurisprudência desta Suprema&#8221;, escreveu Nunes Marques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após pedir mais tempo para analisar o caso, o ministro Gilmar Mendes votou também pela incompetência da Justiça Federal e envio da investigação para a Justiça Eleitoral. (Com informações do G1)</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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