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	<title>comum &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Papa Francisco acaba com privilégios judicias para bispos e cardeais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2021 14:01:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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					<description><![CDATA[O papa Francisco emitiu hoje um &#8220;motu proprio&#8221; (documento pontifício) em que submete bispos e cardeais à Justiça ordinária do Vaticano em eventuais julgamentos, que até agora eram da competência do Tribunal Supremo. O texto modifica a competência dos órgãos jurídicos do Estado do Vaticano, com o objetivo de &#8220;igualdade&#8221; no momento de se &#8220;fazer [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O papa Francisco emitiu hoje um &#8220;motu proprio&#8221; (documento pontifício) em que submete bispos e cardeais à Justiça ordinária do Vaticano em eventuais julgamentos, que até agora eram da competência do Tribunal Supremo.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1408289&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1408289&amp;o=node"> O texto modifica a competência dos órgãos jurídicos do Estado do Vaticano, com o objetivo de &#8220;igualdade&#8221; no momento de se &#8220;fazer justiça&#8221;, tal como o papa tinha anunciado na abertura do Ano Judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A exigência prioritária é a de que, por meio de mudanças normativas oportunas do sistema processual vigente, emerja a igualdade de todos os membros da Igreja e a sua igual dignidade e posição, sem privilégios que remontam no tempo e que já não estão consoantes com as responsabilidade de cada um na&nbsp;<em>aedificatio Ecclesiae</em>&nbsp;(contrução da Igreja)&#8221;, defendeu o papa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, o &#8220;motu proprio&#8221; diz&nbsp;que na atualidade &#8220;é preciso&nbsp;exigência&#8221; na modificação do ordenamento jurídico do Estado do Vaticano. para &#8220;assegurar a todos um juízo articulado e com mais graus&#8221; e &#8220;em linha&#8221; com os sistemas judiciais internacionais &#8220;mais avançados&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mudan-as">Mudanças</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas alteram a Lei CCLI, que regula o sistema judicial do Vaticano. A primeira modificação é a do Artigo 6, que dota a Justiça ordinária de capacidade em processos de cardeais e bispos, &#8220;com prévio assentimento do Sumo Pontífice&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, há&nbsp;uma série de exceções estabelecidas no Artigo 1.410 do Código de Direito Canônico: &#8220;As causas que se referem a questões espirituais ou inerentes a elas&#8221;, ou &#8220;a violação das leis eclesiásticas e de tudo o que contenha razão de pecado&#8221;. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda mudança é a revogação do Artigo 24 da lei, pelo qual&nbsp;&#8220;o Tribunal Supremo é a única instância competente para julgar, com o consentimento do Sumo Pontífice, os cardeais e bispos nos processos penais&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o papa acaba com um &#8220;privilégio&#8221; até agora reservados aos mais altos cargos do Vaticano. &#8220;Isto decido e estabeleço, não obstante qualquer disposição contrária&#8221;, conclui o documento, que entrará em vigor um dia depois da publicação no <em>L`Osservatore Romano</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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