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	<title>cebolinha &#8211; Blog do Suetoni</title>
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		<title>Planos de bolsonaristas para tomar o poder lembram os do Cebolinha, mas são graves o suficiente para render cadeia</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 11:05:35 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Só mais 72 horas! Era essa a frase gritada por bolsonaristas em manifestações que fechavam rodovias ou se concentravam em frente  a quartéis após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. A lógica era a de que a qualquer momento as Forças Armadas tomariam as ruas, prenderiam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e instalariam um regime de exceção. O mais recente, revelado pelo senador Marcos Do Val (Podemos-ES), segue no mesmo sentido, apesar de guardar semelhanças com os &#8220;planos infalíveis&#8221; do Cebolinha, da Turma da Mônica. Em todos, o traço comum é o envolvimento do ex-presidente em tentativas golpistas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fosse na Alemanha ou em qualquer outro país sério, todos já estariam presos. Isso foi visto recentemente no país europeu. Por aqui ficou patente as reiteradas tentativas do ex-presidente de se manter no poder, apesar de ter evitado dar a cara a tapa. Basta lembrar das ameaças feitas antes da campanha, quando alegava que não aceitaria um resultado nas eleições que não referendassem ele como eleito. Em meio a isso, contestou a segurança das urnas e usou as Forças Armadas para criar um clima intimidatório com o Supremo Tribunal Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Derrotados, bolsonaristas colocaram em prática o primeiro plano. Eles espalharam protestos pelo país, contando com a leniência ostensiva da Polícia Rodiviária Federal (PRF) e da Polícia Militar. A ideia era criar o caos a um ponto que as Forças Armadas fossem &#8220;obrigadas&#8221; a intervir. Mas eles não combinaram com os Russos. As instituições democráticas agiram à altura e debelaram os movimentos golpistas. O papel de Alexandre de Moraes, do STF, neste processo foi essencial. Ele puniu financiadores e determinou ação da PRF e outros órgãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois veio o vandalismo do dia 12 de dezembro, dia da diplomação do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante de uma Polícia Militar do Distrito Federal leniente, houve quebra-quebra e invasão da sede da Polícia Federal, em Brasília. O ato contínuo disso, contando também com a leniência das Forças Armadas, foi o 8 de janeiro, quando bolsonaristas promoveram novo quebra-quebra na capital federal. O que na visão deles forçaria o golpe acabou, lógico, causando repulsa na população e todo o movimento foi debelado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que temos agora é a ressaca de tudo o que aconteceu entre aquele 30 de outubro da derrota de Bolsonaro e as buscas por soluções entre aliados para ele se manter no poder. Sem votos suficientes e sem apoio, os planos &#8220;infalíveis&#8221; se acumularam deixando digitais de Bolsonaro em tudo. Depois que Marcos Do Val revelou o plano para gravar Alexandre de Moraes proposto pelo ex-deputado Daniel Silveira na presença do ex-presidente, o filho do ex-gestor, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou a reunião e não negou a possibilidade de ter havido o diálogo. Disse apenas que o crime não se efetivou. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Alemanha, por muito menos, um monte de golpistas foi parar na cadeia. O ordenamento jurídico brasileiro também prevê cana para estes casos. Daniel Silveira já está vendo o sol nascer quadrado. Por isso, é melhor os outros envolvidos com os planos infalíveis a la Cebolinha irem botando as barbas de molho. Até por que, na Turma da Mônica, o ameaçado é o coelhinho Sansão. Na versão bolsonaista, o risco é para a democracia. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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