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	<title>Cannabis &#8211; Blog do Suetoni</title>
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		<title>Casarão no Centro de João Pessoa vai abrigar primeiro museu da maconha do país</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Apr 2023 13:58:02 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Um casarão no Centro de João Pessoa vai abrigar o primeiro museu canábico do Brasil. Nele, o visitante terá acesso a fotos, recortes históricos de jornais e revistas, equipamentos do século passado, espaços interativos e salas de projeção. É um espaço voltado para desmistificar preconceitos sobre a cannabis e explicar suas propriedades curativas. A iniciativa é da Associação Brasileiro de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), ONG de vanguarda que milita pelo uso da maconha medicinal no país. O objetivo é jogar luz sobre um tema que merece ser discutido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia, para isso, é contar a história da cannabis no mundo, desde o cânhamo produzido nas sociedades antigas, passando pelo seu uso farmacêutico nos EUA, no século 19, até a repressão e chegando às recentes legislações de descriminalização. No Brasil, o marco é o ano de 2014, quando houve a primeira autorização para importação de CBD para fins medicinais, época que marcou o surgimento da Abrace, que completa nove anos na última quinta (20), e de outras associações pelo país. Neste período de história, a entidade chegou até a ser alvo de uma atrapalhada operação da Polícia Militar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Atendendo a uma denúncia falsa, a PM mobilizou um grande contingente e até uma aeronave para fazer a prisão do suposto criminoso, que estaria plantando e tratando maconha para a venda. Só que o referido plantio, localizado no bairro dos Ipêsm era para fins medicinais. Durante a operação, os policiais chegaram a entrar na sede da Associação e tentaram deter um funcionário, que só não foi preso porque se identificou apresentando a documentação que comprovava a autorização judicial para plantio e manuseio da maconha, além da produção de medicamentos e fornecimento deles pela associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A canabis é usada de forma medicinal desde 1864. Nos EUA, frascos de óleo eram vendidos nas farmácias, com prescrição médica, para tratamento de insônia, inapetência, cólicas etc. E séculos antes, os caules da maconha eram esmagados para produção de fios de cânhamo, usados até nas velas das caravelas portuguesas. Sem a maconha, não teria existido a colonização&#8221;, explica Cassiano Gomes, fundador e diretor executivo Abrace.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os itens que estarão expostos no Museu Brasileiro da Cannabis há réplica da máquina antiga de produção de cânhamo e antigos frascos medicinais vendidos nas farmácias americanas. O acervo, que continuará sendo construído, diz Gomes, conta também com recortes históricos de jornais, de revistas, cartazes de filme e fotografias do século passado. Tudo relacionado à cannabis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com informações de O Globo</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>TRF-5, finalmente, liberou a produção de medicamentos à base da cannabis na PB</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 15:51:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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					<description><![CDATA[O desembargador Cid Marconi, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), tomou uma decisão acertada. Ele revogou a decisão anterior que impedia a Abrace (Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança) de produzir medicamentos a base de cannabis medicinal. O magistrado havia suspendido a produção com base em pedido formulado pela Agência Nacional de Vigilância [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O desembargador Cid Marconi, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), tomou uma decisão acertada. Ele revogou a decisão anterior que impedia a Abrace (Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança) de produzir medicamentos a base de cannabis medicinal. O magistrado havia suspendido a produção com base em pedido formulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que apontava a necessidade de ajustes na produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção da Abrace atende mais de 14 mil brasileiros que necessitam de uma medicação que precisaria ser importada a longo prazo. O medicamento atende pacientes que sofrem com depressão, convulsões, paralisias e transtornos. Os produtos, por serem feitos à base da cannabis, conseguiram grande oposição de setores da sociedade. Houve até um episódio, em João Pessoa, em que a Polícia Militar mobiliou um helicóptero para prender os funcionários da entidade, achando ser plantio ilegal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O desembargador fez uma visita ao local de produção na semana passada. Depois de conhecer o espaço, ele se disse impressionado com a relevância e eficácia dos extratos no tratamento de sintomas e das próprias doenças que afligem severamente os associados da autora, ainda que esse dado tenha sido colhido de forma empírica, sem a cientificidade que é desejável num caso como o presente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Também se verifica um razoável tempo de funcionamento da Associação (pelo menos desde 2015) sem que se tenha notícia de acidentes ou de efeitos colaterais relevantes, sendo certo que os depoimentos aos quais nos deparamos caminham no sentido inverso, ou seja, de mitigação de efeitos graves, como convulsões sistêmicas e recorrentes”, registrou desembargador na decisão. </p>
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