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	<title>braiscompany &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Após ludibriar investidores, Toinho da Braiscompany convence Justiça argentina a deixá-lo ir para casa</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/apos-ludibriar-investidores-toinho-da-braiscompany-convence-justica-argentina-a-deixa-lo-ir-para-casa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 17:09:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[antônio neto]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[fabrícia]]></category>
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					<description><![CDATA[Meu pai dizia que todo dia sai um besta e um sabido de casa e quando eles se encontram, dá negócio. É mais ou menos isso o que aconteceu com o empresário Antônio Inácio da Silva Neto, o Toinho da Braiscompany. Depois de enganar centenas de investidores em um golpe que pode ter rendido R$ [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Meu pai dizia que todo dia sai um besta e um sabido de casa e quando eles se encontram, dá negócio. É mais ou menos isso o que aconteceu com o empresário Antônio Inácio da Silva Neto, o Toinho da Braiscompany. Depois de enganar centenas de investidores em um golpe que pode ter rendido R$ 2 bilhões, ele convenceu a Justiça da Argenina, país onde está preso, que deveria cumprir prisão domiciliar. E olha o incrível: ele conseguiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antônio Neto foi preso no início de março deste ano, no país vizinho. Ele era procurado pela Interpol desde o ano passado, após fugir do Brasil para não encarar o xilindró. Para deixar a prisão, Toinho usou argumento parecido com o que foi utilizado pela mulher dele, Fabrícia Farias, para a mudança de regime logo depois de ser presa junto com o marido. Ela precisava cuidar dos filhos menores que foram levados com eles para o país irmão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se Fabrícia alegou que precisava cuidar dos filhos menores, Toinho alegou a necessidade de cuidar dos filhos menores e de Fabrícia, que estaria sofrendo com hipertensão e estresse. Nada que os clientes da Braiscompany não entendam do que se trata, já que viram suas economias escorrerem pelo ralo com o investimento de risco em criptoativos e lucros exorbitantes de fachada prometidos pela empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a decisão, Antônio Neto não poderá se ausentar da região, até que o processo de extradição para o Brasil seja concluído. O casal foi condenado, em primeira instância, a 149 anos de prisão.</p>



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		<title>Braiscompany: prisão do casal Ais pela Interpol revela Argentina como rota principal de fuga do grupo</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/braiscompany-prisao-do-casal-ais-pela-interpol-revela-argentina-como-rota-principal-de-fuga-do-grupo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 10:38:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[antônio neto]]></category>
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					<description><![CDATA[A Argentina foi transformada no &#8220;paraíso&#8221; dos condenados no esquema da Braiscompany por golpes contra investidores do mercado de criptoativos. Os últimos presos no país vizinho foram os sócios da empresa, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias. O casal, que usava profissionalmente o sobrenome &#8220;Ais&#8221;, foi detido no condomínio Haras Santa María, de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Argentina foi transformada no &#8220;paraíso&#8221; dos condenados no esquema da Braiscompany por golpes contra investidores do mercado de criptoativos. Os últimos presos no país vizinho foram os sócios da empresa, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias. O casal, que usava profissionalmente o sobrenome &#8220;Ais&#8221;, foi detido no condomínio Haras Santa María, de Escobar, município da província de Buenos Aires. Antes, já haviam morado em Palermo, La Plata, e em Nordelta. Depois de presos, os dois foram levados ao juiz Daniel Rafecas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antônio Neto apresentava aparência bem diferente da que tinha antes de fugir do país. Ele levava uma vida &#8220;normal&#8221;, frequentando academia e fazendo compras no comércio local. No país vizinho, usava o nome falso de João Felipe Costa. O &#8220;casal Braiscompany&#8221; já foi condenado pela Justiça. Antônio Inácio da Silva Neto pegou uma pena de 88 anos e 7 meses de prisão, e Fabrícia Farias, 61 anos e 11 meses. Também foram condenados outros 9 réus. O montante a ser reparado é de R$ 277 milhões em danos patrimoniais e R$ 100 milhões em dano coletivo. A data da extradição ainda não foi divulgada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ela acontecer, será o segundo caso de preso relacionado ao crime extraditado da Argentina para o Brasil. No dia 1º de fevereiro, foi trazido ao Brasil um dos empregados da empresa Braiscompany. O nome, na época, não foi revelado pela Polícia Federal. Ele foi levado direto para o presídio do Serrotão, em Campina Grande, cidade onde ficava a sede da empresa de criptoativos na Paraíba. O esquema pode ter causado um prejuízo de R$ 600 milhões. Mas os três não foram os únicos a escolher a Argentina como destino. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho foi trilhado por outros três envolvidos no esquema. Só que, no caso deles, o grupo não conseguiu chegar no país vizinho. Foram os casos de  Victor Hugo, Sabrina Mikaelly e Arthur Barbosa. Eles foram presos em junho do ano passado, em Foz do Iguaçu-PR, quando tentavam acessar a Argentina. Todos foram condenados pela Justiça. Entre os crimes citados na sentença do juiz da 4ª Vara Federal em Campina Grande Vinícius Costa Vidor, estão operar instituição financeira sem autorização, gestão fraudulenta, apropriação e lavagem de capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Braiscompany foi alvo de uma operação da Polícia Federal no dia 16 de fevereiro de 2023, que teve como objetivo combater crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais. As ações da PF aconteceram na sede da empresa do &#8216;casal Braiscompany&#8217; e em um condomínio fechado, em Campina Grande, e em João Pessoa e em São Paulo. A operação foi nomeada de Halving.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa, idealizada pelo casal Antônio Ais e Fabrícia Ais, era especializada em gestão de ativos digitais e soluções em tecnologia blockchain. Os investidores convertiam seu dinheiro em ativos digitais, que eram “alugados” para a companhia e ficavam sob a gestão dela pelo período de um ano. Os rendimentos dos clientes representavam o pagamento pela locação dessas criptomoedas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira as penas penas impostas pela Justiça contra os suspeitos do esquema:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antônio Inácio da Silva Neto – 88 anos e 7 meses<br>Fabrícia Farias – 61 anos e 11 meses<br>Mizael Moreira da Silva – 19 anos e 6 meses<br>Sabrina Mikaelle Lacerda Lima – 26 anos<br>Arthur Barbosa da Silva – 5 anos e 11 meses<br>Flávia Farias Campos – 10 anos e 6 meses<br>Fernanda Farias Campos – 8 anos e 9 meses<br>Clélio Fernando Cabral do Ó – 19 anos<br>Gesana Rayane Silva – 14 anos e 6 meses<br>Deyverson Rocha Serafim – 5 anos<br>Felipe Guilherme de Souza &#8211; 18 anos</p>



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		<title>Foragidos, donos da Braiscompany são condenados à prisão e terão que devolver R$ 377 milhões</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/foragidos-donos-da-braiscompany-sao-condenados-a-prisao-e-terao-que-devolver-r-377-milhoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 15:24:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[antônio Ais]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[condenação]]></category>
		<category><![CDATA[fabrícia]]></category>
		<category><![CDATA[paraíba]]></category>
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					<description><![CDATA[Os donos da empresa de criptoativos Braiscompany foram condenados à prisão e terão que ressarcir as vítimas em R$ 377 milhões. As penas foram arbitradas pelo juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara Federal em Campina Grande. As maiores penas foram impostas contra os sócios da empresa, o casal Antônio Inácio da Silva Neto (88 [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Os donos da empresa de criptoativos Braiscompany foram condenados à prisão e terão que ressarcir as vítimas em R$ 377 milhões. As penas foram arbitradas pelo juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara Federal em Campina Grande. As maiores penas foram impostas contra os sócios da empresa, o casal Antônio Inácio da Silva Neto (88 anos e 7 meses) e Fabrícia Farias (61 anos e 11 meses). Oito outras pessoas também foram condenadas, mas com penas mais brandas que a do casal que comandava o esquema de pirâmide financeira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O magistrado determinou, também, que haja o ressarcimento de R$ 277 milhões em danos patrimoniais e R$ 100 milhões em dano coletivo. O casal está foragido desde 16 de fevereiro de 2023, quando foi realizada a primeira fase da Operação Halving da Polícia Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira as penas impostas pela Justiça Federal:</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA NETO – 88 anos e 7 meses<br>FABRÍCIA FARIAS – 61 anos e 11 meses<br>MIZAEL MOREIRA DA SILVA – 19 anos e 6 meses<br>SABRINA MIKAELLE LACERDA LIMA – 26 anos<br>ARTHUR BARBOSA DA SILVA – 5 anos e 11 meses<br>FLÁVIA FARIAS CAMPOS – 10 anos e 6 meses<br>FERNANDA FARIAS CAMPOS – 8 anos e 9 meses<br>CLÉLIO FERNANDO CABRAL DO Ó – 19 anos<br>GESANA RAYANE SILVA – 14 anos e 6 meses<br>DEYVERSON ROCHA SERAFIM – 5 anos</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Braiscompany é investigada pela Polícia Federal por causa de denúncias de que ela funcionava como meio para lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. Ao todo, 13 pessoas foram denunciadas pelos crimes. Uma estimativa dos prejuízos para os clientes da empresa de criptoativos, publicada pelo jornal O Globo, ano passado, mostra que as perdas causadas podem chegar a R$ 600 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja a íntegra da decisão</p>



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		<title>Extraditado pela Argentina, ex-funcionário da Braiscompany já está no Presídio do Serrotão</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/extraditado-pela-argentina-ex-funcionario-da-braiscompany-ja-esta-no-presidio-do-serrotao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Feb 2024 21:28:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[argentina]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[extradição]]></category>
		<category><![CDATA[preso]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos ex-funcionários da Braiscompany, preso na Argentina, no ano passado, já encontra-se na Paraíba. Acusado de participação no esquema comandado por Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, sócios da empresa, o ex-colaborador, que não teve o nome revelado, foi escoltado pela Polícia Federal durante a madrugada desta quinta-feira (1º) até o seu destino final: [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Um dos ex-funcionários da Braiscompany, preso na Argentina, no ano passado, já encontra-se na Paraíba. Acusado de participação no esquema comandado por Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, sócios da empresa, o ex-colaborador, que não teve o nome revelado, foi escoltado pela Polícia Federal durante a madrugada desta quinta-feira (1º) até o seu destino final: o Presídio do Serrotão, em Campina Grande. Uma estimativa dos prejuízos para os clientes da empresa de criptoativos, publicada pelo jornal O Globo, ano passado, mostra que as perdas causadas podem chegar a R$ 600 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alvo da operação ocorrido na madrugada desta quinta-feira havia sido preso dia 19 de junho do ano passado, em Puerto Iguazu, na Argentina, 11 dias depois do alerta vermelho emitido pela Interpol. Esse alerta é para a prisão com intenção de extradição, concretizada após os trâmites entre as justiças argentina e brasileira. Além dele, foram presos também Victor Hugo, Sabrina Mikaelly e Arthur Barbosa, estes últimos em Foz do Iguaçu-PR, quando tentavam fugir para o país vizinho. Todos tiveram os mandados de prisão decretados pela 4ª Vara Federal de Campina Grande/PB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos foram alvos da operação Halving, deflagrada há um ano. Eles são acusados de participação em esquema de pirâmide financeira por fraude com criptomoedas. O suspeito extraditado pela Argentina, segundo a Polícia Federal, é apontado como um dos diretores de empresa que captava investidores em criptomoedas com promessa de lucro de 8% ao mês. A Operação Halving combate crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais. Entre 2019 e 2023, estima-se que tenham sido movimentados quase R$ 2 bilhões em criptoativos, em contas vinculadas aos suspeitos do esquema criminoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos ainda estão foragidos e são procurados pela Interpol. </p>



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		<title>Polícia Federal cumpre mandados contra suspeitos de crimes contra sistema financeiro com uso de criptoativos</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/policia-federal-cumpre-mandados-contra-suspeitos-de-crimes-contra-sistema-financeiro-com-uso-de-criptoativos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 11:08:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[criptoativos]]></category>
		<category><![CDATA[cto]]></category>
		<category><![CDATA[Operação]]></category>
		<category><![CDATA[polícia federal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira, 26/9, a Operação CTO que tem como objetivo combater crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais, em tese cometidos por sócios e colaboradores de empresa especializada em criptoativos. Trata-se de desdobramento da Operação Halving. Foram cumpridos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira, 26/9, a Operação CTO que tem como objetivo combater crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais, em tese cometidos por sócios e colaboradores de empresa especializada em criptoativos. Trata-se de desdobramento da Operação Halving. Foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campina Grande e Lagoa Seca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação Halving foi deflagrada em fevereiro, com mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, sequestro de bens e suspensão parcial das atividades da empresa investigada. Os alvos são sócios e funcionários da empresa paraibana de criptoativos Braiscompany, com sede em Campina Grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os elementos colhidos nas medidas judiciais, outros crimes e vários outros envolvidos foram sendo apontados como participantes do esquema criminoso. Nos últimos 4 anos foram movimentados valores equivalentes a aproximadamente R$ 2 bilhões em criptoativos em contas vinculadas aos suspeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os crimes investigados são os previstos nos arts. 7º (emitir títulos falsos) e 16 da Lei nº 7492/86 (operar falsa instituição financeira), além do artigo 12 da Lei 12.850/13 (que trata de organização criminosa).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da operação é uma alusão ao setor da empresa onde atuavam os traders, denominado como Centro Tático Operacional (CTO). Em tese esse deveria ser o coração da empresa, onde seriam gerados os lucros que permitiriam os pagamentos prometidos em propaganda. No curso da operação Halving foram reunidos indícios de que o desempenho desse setor nem de longe alcançava o que era necessário para a viabilidade do negócio.</p>



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		<item>
		<title>Atenção, ricaços! O leilão de bens da Braiscompany se encerra nesta quinta, com itens avaliados em até R$ 745 mil</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/atencao-ricacos-o-leilao-de-bens-da-braiscompany-se-encerra-nesta-quinta-com-itens-avaliados-em-ate-r-745-mil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 20:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[bens]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
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		<category><![CDATA[leilão]]></category>
		<category><![CDATA[paraíba]]></category>
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					<description><![CDATA[O papo é com os muito ricos e, quando muito, com aqueles com situação financeira confortável. A 4ª Vara da Justiça Federal da Paraíba (JFPB) encerra nesta quinta-feira (17), às 11h, o período para a realização de lances no leilão público on-line. Os produtos pertencem à empresa Braiscompany e foram sequestrados na investigação sobre a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O papo é com os muito ricos e, quando muito, com aqueles com situação financeira confortável. A 4ª Vara da Justiça Federal da Paraíba (JFPB) encerra nesta quinta-feira (17), às 11h, o período para a realização de lances no leilão público on-line. Os produtos pertencem à empresa Braiscompany e foram sequestrados na investigação sobre a prática de crimes contra o sistema financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No leilão inicial, que se deu no dia10 deste mês, não houve nenhum bem arrematado. Agora, nesta segunda tentativa, os bens podem ser adquiridos por ofertas de valor não inferior a 80% do valor da avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O leiloeiro público oficial, Miguel Alexandrino Monteiro Neto, está encarregado da condução do leilão por meio do portal www.leiloesmonteiro.com.br. Aceitam-se lances de qualquer montante, contanto que respeitem os valores mínimos estabelecidos para cada bem. Estão aptos a participar tanto indivíduos quanto empresas, exceto aqueles especificados no edital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações da Polícia Federal indicaram que a empresa Braiscompany movimentou valores equivalentes a aproximadamente R$ 2 bilhões em criptoativos em contas vinculadas aos suspeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RELAÇÃO DE BENS DISPONÍVEIS:</p>



<p class="wp-block-paragraph">PORSCHE CAYENNE PHEV &#8211; Cor azul, ano 2021/2022. Em excelente condição, avaliado em R$ 745.000,00.</p>



<p class="wp-block-paragraph">I/LR EVOQUE PURE P5D &#8211; Ano e modelo 2014, placa OYY2H07, cor vermelha, movido a gasolina. Valor estimado: R$ 120.000,00.</p>



<p class="wp-block-paragraph">I/RAM 2500 LARAMIE &#8211; Ano e modelo 2021, placa RHG5D57, cor branca, movido a diesel, cabine dupla e 29.060 km rodados. Avaliação: R$ 420.000,00.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Motoaquática GTI SE 155 &#8211; Ano 2014, fabricada por SEADOO, com 3,37cm de comprimento, nas cores preto e laranja. Estimada em R$ 70.000,00.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jet Ski Seadoo 170 GTI SE &#8211; Ano 2022, cinza/prata, com apenas 11,5 horas de uso. Avaliado em R$ 95.000,00.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://suetonisoutomaior.com.br/base/wp-content/uploads/2023/08/ce421600612ceb216e50dc8e04abc867.jpeg" alt="" class="wp-image-11267"/></figure>



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		<item>
		<title>Áudios mostram que dono da Braiscompany previa ação da PF e teria usado família da mulher para ocultar patrimônio</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/audios-mostram-que-dono-da-braiscompany-previa-acao-da-pf-e-teria-usado-familia-da-mulher-para-ocultar-patrimonio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2023 23:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[Operação]]></category>
		<category><![CDATA[pf]]></category>
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					<description><![CDATA[A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra sócios e funcionários da Braiscompany, recebida nesta terça-feira (8), pela 4ª Vara da Justiça Federal na Paraíba, mostra uma sofisticada articulação do casal Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias para esconder os bens fruto do suposto esquema de corrupção. Áudios em poder da Polícia Federal [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra sócios e funcionários da Braiscompany, recebida nesta terça-feira (8), pela 4ª Vara da Justiça Federal na Paraíba, mostra uma sofisticada articulação do casal Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias para esconder os bens fruto do suposto esquema de corrupção. Áudios em poder da Polícia Federal indicam que dias antes de serem alvos de operação da PF, eles orientaram parentes a quitarem bens supostamente com dinheiro do esquema, para proteger o patrimônio do casal. As informações foram publicadas no blog do jornalista João Paulo Medeiros, do Jornal da Paraíba. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A denúncia tem 330 páginas e implica, além do casal, o grupo formado por Victor Hugo Lima Duarte, Mizael Moreira Silva, Sabrina Mikaelle Lacerda Lima, Arthur Barbosa da Silva, Flávia Farias Campos, Fernanda Farias Campos, Clélio Fernando Cabral do Ó, Felipe Guilherme da Silva Souza, Gesana Rayane Silva, Fabiano Gomes da Silva e Deyverson Rocha Serafim. Todos foram tornados réus na investigação. Antônio Neto e Fabrícia estão foragidos há vários meses e são procurados em outros países, além do Brasil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um dos áudios, Antônio Neto conversa com Flávia Farias Campos, irmã de Fabrícia, e passa orientações sobre como ela deve proceder para quitar o veículo BMW usado por ela. Ele diz para a cunhada procurar o banco e pagar antecipadamente pelo veículo. A pressa é para que ele esteja regularizado e no nome dela antes da operação da Polícia Federal. O diálogo teria ocorrido, conforme a PF, no dia 10 de fevereiro. De acordo com a investigação, o veículo em questão é avaliado em R$ 180 mil. </p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://suetonisoutomaior.com.br/base/wp-content/uploads/2023/08/73de2f364958a66930048cda12d0ce29.mp3"></audio></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro áudio, a Antônio Neto fala com Felipe Souza, marido de Fernanda Farias Campos, também irmã de Fabrícia. Neste caso, a orientação é para que seja quitado o pagamento de uma fazenda e que ela seja passada para o nome do casal. Neste momento, ele antecipa a previsão de &#8220;turbulências&#8221; que terão pela frente, em clara referência às operações da Polícia Federal. O grupo foi alvo das operações Halving, Select e Select II, deflagradas, respectivamente, em 16 de fevereiro, 18 de abril e 18 de maio de 2023.</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://suetonisoutomaior.com.br/base/wp-content/uploads/2023/08/5cf034092e69a02bddf83a4090c9b316.mp3"></audio></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A operação investiga uma movimentação financeira de R$ 2 bilhões feita pela Braiscompany em criptoativos. Dois mandados de prisão foram expedidos tendo como alvos o empresário, Antônio Neto, e a esposa dele, Fabrícia Farias Campos. Os dois continuam foragidos. Na operação a Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e a suspensão parcial das atividades da empresa.</p>



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		<item>
		<title>Polícia Federal deflagra nova operação contra a Braiscompany</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/policia-federal-deflagra-nova-operacao-contra-a-braiscompany/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 10:25:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[Operação]]></category>
		<category><![CDATA[polícia federal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Federal desencadeou nesta sexta-feira (21) a operação Trade-Off, que tem como alvo a empresa de criptoativos Braiscompany. A instituição financeira paraibana é acusada de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. Os mandados, desta vez, estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo e Sergipe. De acordo com a PF, os [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal desencadeou nesta sexta-feira (21) a operação Trade-Off, que tem como alvo a empresa de criptoativos Braiscompany. A instituição financeira paraibana é acusada de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. Os mandados, desta vez, estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo e Sergipe. De acordo com a PF, os crimes investigados eram cometidos por sócios e colaboradores da empresa especializada em criptoativos, tratando-se da 4ª fase da operação Halving. As investigações vêm acontecendo desde o ano passado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No mês passado, em operação ocorrida na fronteira com a Argentina, foram presos três funcionários da Braiscompany. Os alvos foram Victor Hugo, Sabrina Mikaelly e Arthur Barbosa. Todos foram detidos em Foz do Iguaçu-PR. Ainda estão sendo procurados os sócios Antônio Inácio da Silva Neto e Fabricia Farias Campos, que têm mandados de prisão determinados pela 4ª Vara Federal de Campina Grande/PB. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na <em>trade off,</em> nesta sexta-feira, a PF detalhou que foi exarada uma ordem judicial  pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba para indisponibilidade de bens no valor de R$ 136 milhões em nome dos investigados. As investigações indicaram que empresa Braiscompany movimentou valores equivalentes a aproximadamente R$ 2 bilhões em criptoativos em contas vinculadas aos suspeitos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os crimes são previstos no art. 22 da Lei nº 7492/86 e art. 1º da Lei nº 9.613/98, ou seja, crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, respectivamente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Trade-off é um termo amplamente utilizado em economia e administração e refere-se à situação em que é necessário fazer uma escolha que envolve sacrificar algo em favor de outra coisa. Sacrifica-se alguma coisa para obter um bem maior, que por vezes causa um tipo de dilema. No caso, a ação do Estado visa coibir a prática delitiva através do estrangulamento financeiro da organização criminosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Braiscompany: PF acionou autoridades argentinas e paraguaias para prender funcionários e agora buscam empresários</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/braiscompany-pf-acionou-autoridades-argentinas-e-paraguaias-para-prender-funcionarios-e-agora-buscam-empresarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jun 2023 11:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[foragidos]]></category>
		<category><![CDATA[polícia federal]]></category>
		<category><![CDATA[presos]]></category>
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					<description><![CDATA[A operação que resultou na prisão, na última sexta-feira (23), de três funcionários da Braiscompany, na fronteira com a Argentina, contou com uma cooperação envolvendo Polícia Federal e autoridades argentinas e paraguaias. As prisões de Victor Hugo, Sabrina Mikaelly e Arthur Barbosa ocorreram em Foz do Iguaçu-PR, quando eles tentavam acessar a Argentina. O país, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A operação que resultou na prisão, na última sexta-feira (23), de três funcionários da Braiscompany, na fronteira com a Argentina, contou com uma cooperação envolvendo Polícia Federal e autoridades argentinas e paraguaias. As prisões de Victor Hugo, Sabrina Mikaelly e Arthur Barbosa ocorreram em Foz do Iguaçu-PR, quando eles tentavam acessar a Argentina. O país, vale ressaltar, foi apontado em investigações como possível destino dos empresários Antônio Inácio da Silva Neto e Fabricia Farias Campos, todos com mandados de prisão determinados pela 4ª Vara Federal de Campina Grande/PB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três presos na última sexta-feira estavam foragidos desde maio de 2023, quando foram emitidos mandados de prisão contra eles. Uma estimativa dos prejuízos para os clientes da empresa de criptoativos, publicada pelo jornal O Globo, recentemente, mostra que as perdas causadas pela Braiscompany podem chegar a R$ 600 milhões. Na Paraíba, só o MP-Procon, órgão do Ministério Público Estadual, recebeu 3.364 reclamações de consumidores que teriam contratos com a Braiscompany. Só com este recorte, a estimativa é que os prejuízos resultaram no montante de R$ 258.252.638,31. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três funcionários, junto com Antônio Neto e Fabrícia, estão incluídos na lista de difusão vermelha da Interpol, Organização Internacional de Polícia Criminal. Após descobrir o plano de fuga dos suspeitos, a Polícia Federal iniciou diligências e acionou as autoridades paraguaias e argentinas para dar apoio, caso os indivíduos ingressassem em território estrangeiro, uma vez que eles estavam inclusos na lista de procurados da Interpol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três procurados foram detidos pela Gendarmeria na aduana, quando tentavam entrar no território argentino em momentos distintos. Ainda na sexta-feira, dois dos detidos foram expulsos da Argentina e entregues à PF, na aduana da Ponte Internacional Tancredo Neves, para posterior apresentação ao Juízo competente. O terceiro foragido ainda aguarda a conclusão dos trâmites burocráticos para ser entregue às autoridades brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Halving foi deflagrada em fevereiro de 2023 nos estados da Paraíba e São Paulo, com o objetivo de combater crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais, supostamente cometidos por sócios de uma empresa especializada em criptoativos.</p>



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		<title>Ministério Público ajuíza ação contra Braiscompany e seus sócios</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/ministerio-publico-ajuiza-acao-contra-braiscompany-e-seus-socios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 12:39:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[braiscompany]]></category>
		<category><![CDATA[ministério público]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público da Paraíba ajuizou, nessa quinta-feira (18/05), uma ação civil pública junto à 11ª Vara Cível de João Pessoa, contra o grupo econômico da Braiscompany (seis empresas), além de seus sócios administradores, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabricia Farias Campos. O MPPB requereu a manutenção das medidas já solicitadas e deferidas em [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público da Paraíba ajuizou, nessa quinta-feira (18/05), uma ação civil pública junto à 11ª Vara Cível de João Pessoa, contra o grupo econômico da Braiscompany (seis empresas), além de seus sócios administradores, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabricia Farias Campos. O MPPB requereu a manutenção das medidas já solicitadas e deferidas em ação cautelar e já deferidas e fez novos pedidos, incluindo a desconsideração da personalidade jurídica das empresas, a reparação integral dos danos causados aos consumidores individuais já identificados e outros identificáveis de acordo com com valores aplicados na celebração de contratos e a condenação por dano moral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a ação, ajuizada pelo promotor Romualdo Tadeu de Araújo Dias, diretor-geral do MP-Procon, além da Braiscompany, estão sendo processadas as empresas: Braistech Centro de Inovação e Tecnologia (Centro, Campina Grande/PB), a Brais Games Software (Centro, Campina Grande/PB), a Brais Holding Participações (Vila Olímpia, São Paulo/SP); a Geração Crypto Treinamentos e Cursos (Vila Olímpia, São Paulo/SP) e a Mais Veículos Serviços Limpeza Automotiva (com sede nas Malvinas, Campina Grande/PB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o representante do MPPB, essas empresas compõem um grupo econômico, do qual a Braiscompany faz parte, e em que Antônio Neto e Fabrícia Farias são sócios-administradores. Por essa razão, devem constar também como réus na ação, a fim de possibilitar o ressarcimento dos consumidores, na fase de execução, “como medida de salvaguarda ao crédito decorrente do dano praticado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ACP detalha o modo de funcionamento da Braiscompany, que se intitulava “a maior gestora de criptoativos da América Latina”, da “exchange”, (plataforma digital onde é possível comprar, vender, trocar e guardar criptomoeda) e dos “brokers” (intermediador entre a empresa e os clientes que diziam ter a expertise necessária para lidar com as criptomoedas). Contudo, não ficou claro a forma pela qual a empresa gerava os lucros, “de modo que o cliente termina sem saber de fato como funciona o mercado de criptomoedas e de que forma vai se dar o alto retorno aguardado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inquérito civil público<br>Os fatos envolvendo a empresa com sede em Campina Grande estão sendo investigados no Inquérito Civil 002.2023.005414, que apura em sua integralidade reclamações de consumidores contra a Braiscompany Soluções Digitais e Treinamentos, a partir do atraso no pagamento dos contratos de gestão temporária de criptoativos, desde o fim do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De início, os sócios alegaram aos seus clientes que o atraso era decorrente de limitações de pagamento da Binance (empresa corretora de criptomoedas) e que seria regularizado, o que não ocorreu. Em audiência extrajudicial, a Binance esclareceu que a Braiscompany nunca possuiu conta como pessoa jurídica e que havia contas de pessoas físicas, entre elas a da sócia administradora, Fabrícia, e que a Braiscompany não precisava da Binance para a realização dos pagamentos. Os sócios não compareceram às audiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para atender o alto fluxo de reclamações dos consumidores, o MP-Procon elaborou e disponibilizou um formulário online, o qual recebeu 3.364 respostas, entre os dias 2 e 31 de março de 2023. As informações foram analisadas, a partir das quais foi identificado um prejuízo de R$ 258.252.638,31.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marketing para ludibriar consumidor<br></strong>Ainda na ação, o MPPB lembra que o casal Antônio Neto e Fabrícia Campos usava suas vidas pessoais como estratégia de marketing para promover a empresa, compartilhando em suas redes sociais viagens a destinos paradisíacos, usando jatinhos, exibindo carros e marcas de luxo, imóveis de grande valia, passando a mensagem de que toda aquela riqueza foi alcançada a partir da utilização do modelo de negócios que comercializavam. “Uma ação orquestrada para ludibriar o consumidor que, na maioria das vezes, não tem acesso a nenhum desses itens”, diz trecho da peça ministerial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pirâmide financeira e desfazimento patrimonial<br></strong>Para o MPPB, o empreendimento da Braiscompany possui características essenciais basilares a uma pirâmide, em especial a promessa de rendimentos anormalmente altos, a agressiva captação de clientes e a forte evidência de que os resultados da empresa se devem muito mais aos aportes financeiros dos contratantes que chegaram em momento posterior, do que à receita gerada pela atividade negocial desenvolvida. Por este motivo e outros, um dos pedidos do MPPB foi a desconsideração da personalidade jurídica da empresa em busca da verdade real dos fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público também apurou que a Braiscopany promoveu um desfazimento patrimonial, quando, por exemplo, transferiu um jato de dois motores, modelo 400A, em meio às acusações de fraude. A aeronave custa, em média, R$ 5 milhões. Na ação cautelar 0807241-09.2023.8.15.2001, ajuizada pelo MPPB, em 16 de fevereiro deste ano, foi requerido o bloqueio de R$ 45,1 milhões, verificando-se a insuficiência do saldo nas contas, restando bloqueados a quantia irrisória de R$ 200,07, em contas do casal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Principais pedidos do MPPB à Justiça:<br></strong>1 &#8211; A citação dos demandados, sendo a empresa requerida na pessoa de seu representante legal para, querendo, contestarem a ação, sob pena de revelia e confissão;<br>2 &#8211; A manutenção, até o julgamento final da ação civil pública, das medidas cautelares deferidas;<br>3 &#8211; A desconsideração da personalidade jurídica das empresas constantes no polo passivo, haja vista a confusão do quadro societário destas e o desfazimento patrimonial já constatado na ação cautelar, de modo a permitir o descortinamento da realidade patrimonial;<br>4 &#8211; O julgamento totalmente procedente da ação, reconhecendo-se a conduta ilícita dos requeridos, condenando-os nos seguintes termos: restituição integral dos danos causados aos consumidores, individualmente identificados ou identificáveis, contemplando: a devolução dos valores aplicados pelos consumidores na celebração dos contratos; o lucro cessante, compreendido pelos valores prometidos em contrato; a multa contratual no valor de 30%; o dano moral e a correção monetária respectiva.<br>5 &#8211; A condenação da empresa demandada e de seus sócios, por danos morais coletivos no montante de R$ 20 milhões, tendo por base a função punitiva, aliada ao caráter preventivo, levando em consideração o porte econômico da empresa e os bens jurídicos afetados. (Com informações da assessoria do MPPB)</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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