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	<title>aniversário &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Ligado ao bolsonarismo, Sérgio Reis completa 85 anos e reclama de celular apreendido a mando do Supremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 10:29:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonarista]]></category>
		<category><![CDATA[sérgio reis]]></category>
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					<description><![CDATA[O cantor Sérgio Reis faz festa nesta sexta-feira (27) para comemorar seus 85 anos. Indiciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento nos atos antidemocráticos alusivos ao 7 de setembro de 2021, o artista reclama de nunca ter recebido o telefone celular de volta após operação da Polícia Federal determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O cantor Sérgio Reis faz festa nesta sexta-feira (27) para comemorar seus 85 anos. Indiciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento nos atos antidemocráticos alusivos ao 7 de setembro de 2021, o artista reclama de nunca ter recebido o telefone celular de volta após operação da Polícia Federal determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), naquele ano. Reis foi flagrado em vídeo em reunião na qual articulava um movimento de caminhoneiros para fechar rodovias federais pelo país para pressionar o Congresso Nacional a votar o impeachment de ministros da Corte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tem uns processos correndo, nem ligo mais. Só que meu celular continua apreendido pelo Alexandre de Moraes, perdi um monte de contatos&#8221;, afirmou o artista em matéria publicada nesta sexta pela colunista Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo. Sérgio Reis diz ter bom relacionamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem dividiu a bancada no Congresso. &#8220;Tinha muita afinidade com ele quando ele era deputado federal. Nós dois somos palmeirenses&#8221;, conta. &#8220;Mas o Lula também é meu fã, tem até meus discos&#8221;, ressalta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nesta idade, todo dia é aniversário&#8221;, diz Sérgio Reis, que completou nova idade no início da semana e marcou a festa para esta sexta-feira, na Serra da Cantareira, para cerca de 250 convidados. O cantor diz que por causa dos processos, da idade e do foco na saúde, &#8220;não quer briga com ninguém&#8221;. Se afastou da política. &#8220;Agora prefiro os palcos ao invés do palanque. Deixo isso para os jovens&#8221;, diz.</p>



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		<title>É preciso esticar a corda e expurgar os fantasmas da ditadura</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/e-preciso-esticar-a-corda-e-expurgar-os-fantasmas-da-ditadura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Mar 2024 12:41:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[1964]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu nasci em 1972, um dos períodos mais sanguinários da ditadura militar. Por motivos óbvios, não tenho lembranças daquele período. Minhas primeiras memórias políticas são do movimento pelas Diretas Já, na década de 1980. Eu vivi, aí sim, as consequências daqueles 21 anos de governo. O Brasil legado aos civis pelos militares era coalhado de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Eu nasci em 1972, um dos períodos mais sanguinários da ditadura militar. Por motivos óbvios, não tenho lembranças daquele período. Minhas primeiras memórias políticas são do movimento pelas Diretas Já, na década de 1980. Eu vivi, aí sim, as consequências daqueles 21 anos de governo. O Brasil legado aos civis pelos militares era coalhado de uma corrupção endêmica (você era obrigado a pagar propina até por uma linha telefônica). Tinha ainda inflação galopante, queda de confiança e caos. A jovem democracia que se seguiu, por isso, viveu tempos tortuosos. Enfrentou a morte do primeiro presidente civil eleito, seguida de José Sarney, hiperinflação, Fernando Collor e o pior, o fantasma da tutela militar, sempre a ameaçar novo golpe. Isso porque faltou cadeia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O golpe militar de 1964, por isso, chega aos 60 anos no divã, sem que nunca um militar que tenha atentado contra os direitos humanos tenha tido, como consequência, a cadeia. A anistia ampla e irrestrita, cunhada nos últimos anos do regime, aniquilou a chance de o país passar a limpo o seu passado, como ocorreu na Argentina e no Chile. E como isso não foi feito, não raro surge um ou vários militares vociferando os seus golpismos. Por vezes, isso ocorre às claras, como no caso do general Villas Boas, em 2018, com intuito de amedrontar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e beneficiar o então pré-candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PL). Outras tantas, de forma velada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de punição pelos crimes do passado encoraja fardados pouco afeitos à democracia. E eles são muitos. Quase nos levaram a outro golpe, nos primeiros dias de 2023, quando se buscava impedir a posse do presidente Lula (PT). Uma coragem vinda da impunidade e da imposição do medo. Segundo a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos da SEDH-PR, 191 brasileiros que resistiram à ditadura foram mortos, 210 estão até hoje desaparecidos e foram localizados apenas 33 corpos, totalizando 434 militantes mortos e desaparecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer pessoa que tenha acesso aos números e histórias, é capaz de dizer que aquela madrugada de 31 de março de 1964, quando o general Olímpio Mourão Filho, então comandante da 4ª Região Militar, em Juiz de Fora, marchou para depor o presidente João Goulart foi o início de uma coisa horrível. E foi, mas não para todo mundo. O golpe foi vantajoso para militares e familiares. Existem hoje, no Brasil, proporcionalmente, mais generais que nos Estados Unidos, a nação militar mais poderosa do planeta. Temos o mesmo número deles na ativa, 175, sendo que a população americana é muito maior. E, além disso, existem ainda quatro generais de pijama (aposentados) para cada um da ativa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não para por aí. São gastos todos os anos R$ 3,7 bilhões só de aposentadorias e pensões. E aí você inclui filhas de militares não casadas (mesmo as que vivam maritalmente), viúvas e órfãos. Mas não apenas isso, há inovações. Uma delas é a existência das viúvas de mortos-vivos. É o caso do ex-major Ailton Barros, preso ano passado acusado de falsificar atestados de vacina do círculo pessoal do seu amigo Jair Bolsonaro. Ele havia sido expulso do Exército por atropelar colegas de farda de propósito e fazer campanha eleitoral dentro da Vila Militar. Barros perdeu a patente, mas não a boquinha. A mulher dele passou a receber pensão, apesar de o marido não habitar o mundo dos mortos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os amantes do período militar podem ter se revoltado pela citação, acima, de &#8220;corrupção no período&#8221; e feito um paralelo com os dias atuais. Sim, a corrupção continua sendo uma praga a ser combatida no país, mas já foi bem pior na época em que quem denunciasse morria. Projetos como Transamazônica, Angra e Itaipu &#8220;terminaram&#8221; muito mais caros que o planejado. Estima-se que Itaipu custou dez vezes mais. O diplomata José Jobim inventou de fazer um dossiê com denúncias logo após a posse do general João Figueiredo, em 1979. Ele foi encontrado morto uma semana depois de revelar a existência do documento. Foi &#8220;suicidado&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E tudo isso foi varrido para debaixo do tapete. Passados 60 anos, os civis no poder ainda temem pelo risco de um nebuloso repeteco. O presidente Lula proibiu manifestações oficiais do governo sobre o período recente mais sombrio do país. Teme melindrar a tênue relação com os fardados. Parte deles, nos estertores do governo Bolsonaro planejou, torceu ou foi omisso com atitudes golpistas. O 8 de janeiro de 2023 mostrou em grau máximo que por pouco não fomos enredados por outra ditadura. Planejamento e tentativa as provas mostram que houve. O que faltou foi apoio de dois dos três comandantes das Forças. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo regime não teria apoio internacional e claramente morreria pouco depois de dado o golpe. Isso foi manifestado pelos Estados Unidos e países europeus. Provavelmente haveria punição para os golpistas por vivermos em um país um pouquinho melhor que aquele de 1964. Mas essa reação deveria ter ocorrido bem antes.  </p>



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		<title>Após um ano: reação democrática ao 8 de janeiro foi importante, mas golpismo não acabou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 11:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[8 de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[atos antidemocráticos]]></category>
		<category><![CDATA[golpistas]]></category>
		<category><![CDATA[reação]]></category>
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					<description><![CDATA[Há exatos 365 dias, assistimos pela TV, atordoados, à destruição, no Distrito Federal, causada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Derrotado na eleição, o ex-gestor tinha ido para os Estados Unidos e havia uma semana que o comando do país tinha mudado de mãos, com a posse do presidente Lula (PT). Os militantes de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Há exatos 365 dias, assistimos pela TV, atordoados, à destruição, no Distrito Federal, causada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Derrotado na eleição, o ex-gestor tinha ido para os Estados Unidos e havia uma semana que o comando do país tinha mudado de mãos, com a posse do presidente Lula (PT). Os militantes de extrema-direita invadiram as sedes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, buscando criar um clima de instabilidade para que as Forças Armadas se sentissem à vontade para um golpe de estado, nos moldes do ocorrido em 1964. Uma tentativa que acabou repelida pelas instituições democráticas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De Araraquara, em São Paulo, onde se encontrava para visitar vítimas de tragédia causada pelas chuvas, Lula comandou a reação. Decretou intervenção na Segurança do Distrito Federal e o interventor, Ricardo Capelli, ordenou a ação das tropas da Polícia Militar. O Supremo Tribunal Federal (STF) fez a parte dele afastando o governador Ibaneis Rocha (MDB), aliado do ex-presidente, e determinando a prisão de toda a cúpula da Segurança Pública do DF, inclusive do então secretário Anderson Torres, que se encontrava em férias nos Estados Unidos. Buscas feitas pela Polícia Federal encontraram uma minuta golpista na casa dele. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase 2 mil golpistas foram presos naquele dia e outros tantos foram para a cadeia de lá para cá, mas sem que saibamos quem foram todos os planejadores e financiadores dos atos. O que há de sobra é a convicção de que a turba golpista não era desgovernada. As investigações da PF mostraram que os acampamentos montados em áreas militares tinham o papel não apenas de reforçar tentativas criminosas de convencer as Forças Armadas a entrarem em uma aventura golpista, difícil de ser sustentada sem apoio internacional. Eles serviram, também, para orientar os passos de muita gente doida de pedra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é bom que se diga: gente doida também comete crime. E eles foram cometidos em demasia na invasão dos Poderes da República e antes disso. Ficou claro que as reações de Executivo, Legislativo e Judiciário contra os atos antidemocráticos, da forma que aconteceram, sufocou, ao menos momentaneamente, o golpismo incentivado de forma escancarada pelo ex-presidente durante quatro anos. Ele se manifestou na forma do estímulo aos ataques a outros Poderes da República. Isso ocorreu em discursos em atos de 7 de Setembro e no cercadinho montado no Palácio do Planalto para responder a perguntas de apoiadores. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A reação sufocou o golpismo, mas é bom ficar atento. Este um ano desde as invasões serviu para fortalecer a democracia e para saber que ela resistiu, apesar do flerte demasiado também de militares com um indesejado governo de exceção. A vitória, portanto, foi muito boa e animadora, mas é importante todos os que amam a liberdade ficarem atentos, pois a brasa do golpismo continua acesa e encanta idiotas e espertos de plantão. A sucessão de fatos ocorrida após 1964 mostra que as ditaduras não são ruins para todo mundo. Tem gente que lucra, e muito, com a desgraça coletiva. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, os atos previstos para esta segunda-feira, em resposta ao 8 de janeiro, precisam ser representativos para que aquilo que vimos no ano passado nunca mais aconteça. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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