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	<title>ainda estou aqui &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Com exceção dos bolsonaristas, políticos paraibanos exaltam vitória de &#8220;Ainda estou aqui&#8221; no Oscar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 15:55:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A vitória do filme brasileiro &#8216;Ainda estou aqui&#8217; na cerimônia do Oscar 2025, neste domingo (2), foi festejada por políticos paraibanos do governo à oposição. A exceção ficou por conta dos bolsonaristas, que silenciaram diante da vitória nacional. Em mensagem, o governador João Azevêdo (PSB) classificou a premiação de &#8220;dia histórico para a cultura do [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A vitória do filme brasileiro &#8216;Ainda estou aqui&#8217; na cerimônia do Oscar 2025, neste domingo (2), foi festejada por políticos paraibanos do governo à oposição. A exceção ficou por conta dos bolsonaristas, que silenciaram diante da vitória nacional. Em mensagem, o governador João Azevêdo (PSB) classificou a premiação de &#8220;dia histórico para a cultura do nosso país&#8221; e ainda destacou, em clara referência a Eunice Paiva, que o filme fala de &#8220;legado na luta pela democracia e que agora também se tornou símbolo da nossa arte para o mundo&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O enredo fala da luta de uma família para ter o reconhecimento do Estado pela tortura, desaparecimento e morte do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar. A obra dirigida por Walter Salles foi agraciada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A premiação aplacou a expectativa brasileira, que incluía, também, a escolha de Fernanda Torres para o Oscar de melhor atriz. A película dirigida por Walter Salles superou fortes concorrentes, incluindo “A Garota da Agulha” (Dinamarca), “Emilia Pérez” (França), “A Semente do Fruto Sagrado” (Alemanha) e “Flow” (Letônia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Principal concorrente de João Azevêdo nas eleições de 2022, o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSDB) publicou imagens da homenagem feita a atriz Fernanda Torres no carnaval de Olinda. Do mesmo grupo político, o senador Efraim Filho (União Brasil) ressaltou através das redes sociais que &#8220;o pioneirismo sempre ilumina novos caminhos porque desafia barreiras e inspira gerações&#8221;. Já o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ressaltou a importância do elenco. &#8220;Viva nossa arte! Viva Fernanda Montenegro! Viva Fernanda Torres e o Cinema Brasileiro&#8221;, publicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Potencial candidato ao governo em 2026, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), destacou a vitória do Brasil. &#8220;É difícil conter a emoção ao ver nossa história, cultura e o talento do povo brasileiro sendo reconhecido na maior premiação do audiovisual do mundo&#8221;. Já a senadora Daniella Ribeiro (PSD) se disse orgulhosa pela vitória brasileira e parabenizou a &#8220;a talentosa Fernanda Torres, que nos representou de forma brilhante. Seu talento e dedicação merecem todo o nosso carinho e respeito&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), comparou a vitória a uma Copa do Mundo, repetindo o meme que se espalhou pela internet. &#8220;Não tem Copa…mas tem Oscar!&#8221;. Da mesma forma, o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), destacou a força da cultura brasileira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os bolsonaristas, os deputados Cabo Gilberto (federal) e Wallber Virgolino (estadual), ambos do PL, ignoraram o assunto nas suas redes sociais. O mesmo foi visto em relação ao presidente estadual do PL, Marcelo Queiroga, que foi candidato a prefeito de João Pessoa no ano passado. O vice dele na disputa, Sérgio Queiroz (Novo), também não fez comentários. </p>



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		<title>&#8216;Ainda estou aqui&#8217; faz história e recebe Oscar de Melhor Filme Internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 03:12:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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					<description><![CDATA[O cinema brasileiro conquistou um feito inédito na noite deste domingo (2), em Los Angeles (EUA). O filme &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025, tornando-se a primeira produção nacional a conquistar a estatueta nesta categoria. A obra dirigida por Walter Salles superou fortes concorrentes, incluindo &#8220;A Garota da [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O cinema brasileiro conquistou um feito inédito na noite deste domingo (2), em Los Angeles (EUA). O filme &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025, tornando-se a primeira produção nacional a conquistar a estatueta nesta categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra dirigida por Walter Salles superou fortes concorrentes, incluindo &#8220;A Garota da Agulha&#8221; (Dinamarca), &#8220;Emilia Pérez&#8221; (França), &#8220;A Semente do Fruto Sagrado&#8221; (Alemanha) e &#8220;Flow&#8221; (Letônia). O prêmio foi anunciado pela atriz espanhola Penélope Cruz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu discurso emocionado, Salles dedicou a vitória a Eunice Paiva, protagonista da história real retratada no filme:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso vai para uma mulher que, após uma perda tão grande em um regime autoritário, decidiu não desistir… Esse prêmio vai para ela: Eunice Paiva&#8221;, declarou o cineasta. &#8220;E também para as duas mulheres extraordinárias que deram vida a ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um marco para o cinema brasileiro<br>Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; é o primeiro longa-metragem original do Globoplay. Além da vitória na categoria internacional, o filme ainda concorre em Melhor Atriz (com Fernanda Torres) e Melhor Filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção narra a trajetória da advogada e ativista Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres), que dedicou quatro décadas à busca pela verdade sobre o desaparecimento de seu marido, o ex-deputado federal Rubens Paiva (vivido por Selton Mello). Ele foi uma das vítimas da ditadura militar no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essa conquista histórica, &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; coloca o cinema brasileiro em evidência mundial e reforça a importância da memória e da resistência através da arte.</p>



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		<title>Carnaval, &#8216;Ainda estou aqui&#8217;, Oscar e a lição sobre o que não queremos mais na nossa história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2025 12:24:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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		<category><![CDATA[fernanda torres]]></category>
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		<category><![CDATA[oscar]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Em meio a muita folia e bebida para esquecer os problemas, o brasileiro terá neste domingo (2) a grande oportunidade de ver, talvez, uma compatriota (Fernanda Torres) receber o Oscar de melhor atriz. Não é pouco. Se vier, será a consagração do cinema brasileiro, pouco acostumado a reviver sua história. O filme &#8216;Ainda estou aqui&#8217;, de Walter Salles, conta não apenas sobre a luta de Eunice Paiva pelo direito de ver reconhecido o Estado assassino na ditadura militar, que tirou dela e dos familiares a convivência do ex-deputado Rubens Paiva. Ele traz também uma lição sobre o que nós, brasileiros, não queremos mais ver na história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa maior chance de vitória é com Fernanda Torres, que interpretou maravilhosamente bem Eunice Paiva. Ela também reconstrói neste trabalho o caminho da mãe, Fernanda Montenegro, indicada para o prêmio em 1999, com o filme Central do Brasil, também dirigido por Walter Salles. &#8216;Ainda estou aqui&#8217; concorre, ainda, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A história narrada na película ganhou protagonismo internacional pelo momento em que vivemos, com o fortalecimento, em vários países, de ideias muito parecidas com o que nos levou ao nazismo e ao fascismo um século atrás e à Segunda Guerra Mundial. Valores que namoram com saudações nazistas, supressão de políticas públicas e perseguição a tudo e a todos os que ousam pensar ou agir diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do Brasil, o filme, assim como o livro homônimo que serviu de inspiração para ele, escrito por Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens e Eunice, nos remete a um tempo que não queremos reviver. E melhor, que precisamos combater. Vale lembrar que estivemos bem perto deste regresso em 8 de janeiro de 2023, quando os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) resistiram a uma nova tentativa de golpe. Um plano traçado por amantes do período em que qualquer um poderia ser preso para &#8220;averiguação&#8221; sem o conhecimento da família e, não raro, torturado e morto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem leu o livro e viu o filme percebeu que ambos trazem a luta de Eunice sobre perspectivas diferentes. O primeiro sob o olhar do filho, autor da obra. O segundo, com protagonismo da própria Eunice, que levou uma vida inteira para ver restituído o direito de ter a morte do marido reconhecida como crime praticado pela ditadura militar. Neste período, ela migrou da condição de dona de casa que adorava ler para uma advogada militante dos direitos humanos e da causa indígena. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimônia do Oscar 2025, com apresentação de Conan O&#8217;Brien e transmitida diretamente de Los Angeles, pode não nos trazer a premiação, mas nada vai tirar de nós o gostinho de ter revivido a nossa história e lembrar que se for para lutar por nossa liberdade, todos precisaremos estar aqui.</p>



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