O deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) se tornou uma espécie rara na Assembleia Legislativa da Paraíba. Ele é o único entre os parlamentares da Casa que ainda não antecipou voto em Adriano Galdino (Republicanos) para um novo mandato à frente do Legislativo. Até esta semana, havia também Branco Mendes (Republicanos) e Inácio Falcão (PCdoB), ambos ex-candidatos a presidente do Poder. Os dois, no entanto, abriram mão da postulação, fazendo com que o número de apoiadores de Galdino subisse para 35 dos 36 possíveis.
Em contato com o blog, Bezerra admitiu conversa com Adriano Galdino, na próxima semana. Ele acrescentou, no entanto, que o entendimento não será simples. Questionado se a recusa atual teria a ver com a manobra que permitiu dois mandatos seguidos ao atual presidente na legislatura eleita em 2018, ele trata de dizer que não. “Preciso ouvir os argumentos”, enfatiza, ao falar da busca de Galdino por uma conversa. Apesar de ter votos de sobra para sacramentar uma vitória talvez em mais dois mandatos, o deputado tem buscado a unanimidade.
O pós-eleição foi pródigo em movimentações de deputados visando a disputa do comando da Assembleia Legislativa. Só do Republicanos, partido de Galdino, surgiram três nomes. Além dele, os deputados Wilson Filho e Branco Mendes se apresentaram para a disputa. Wilson foi o primeiro a desistir. Restaram Mendes e Galdino, um para o primeiro biênio e outro para o segundo. Naquele momento, havia o entendimento de que o atual presidente da Casa não poderia ser reeleito. O quadro mudou quando ele recebeu o aval através de pareceres jurídicos fundados em decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com isso, Galdino iniciou uma movimentação para ser candidato no primeiro biênio, provocando irritação em Mendes. O cachimbo da paz foi entre os dois, fumado nesta semana, mantendo Galdino como único candidato. Neste momento, o atual presidente, que tinha 33 apoios, conquistou mais um. A saída de Inácio Falcão em seguida fez o grupo de apoiadores chegasse a 35. Resta agora Hervázio Bezerra. Não é difícil imaginar que venha a haver acordo, já que ambos integram a base aliada do governador João Azevêdo (PSB). Isso não ocorrerá, porém, sem que eles discutam longamente a relação.
PS: o episódio pós-eleição de 2018 é que Hervázio tinha trabalhado para ser o presidente da Casa no segundo biênio, tendo Algino como presidente no primeiro. Acontece que o atual mandatário conseguiu apoios suficientes para ser eleito nos dois biênios e o socialista ficou pelo caminho.
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