Executivo
Sinal dos tempos: estamos em março e já estamos com cinco chapas praticamente formadas para as eleições
29/03/2022 08:53
Suetoni Souto Maior
Segurança das urnas é contestada por grupos políticos que disputarão as eleições deste ano. Foto: Antônio Augusto/TSE

Os últimos anos têm sido pródigos em mudanças no conceito de como fazer política na Paraíba. Nunca antes as chapas que vão concorrer nas eleições estiveram tão formatadas faltando mais de seis meses para as eleições. Este, posso garantir, é um caso especial, vivido apenas neste ano. Estamos em março e pelo menos cinco postulantes já têm o desenho da chapa que será inscrita apenas em agosto (o prazo final é o dia 15 daquele mês). E olhe que as convenções devem ser realizadas apenas a partir do dia 20 de julho, quando, historicamente, as chapas começavam a ser fechadas.

Para o período legal vai sobrar apenas a definição de espaços importantes, mas em um patamar abaixo da escolha dos nomes para o governo e para o Senado. Serão escolhidos no período o vice-governador e os suplentes de senador (se até isso não for antecipado). O governador João Azevêdo (PSB) ainda não oficializou, mas já disse que nesta semana define o candidato ao Senado na chapa encabeçada por ele. Com o rompimento de Efraim Filho (União Brasil) não é segredo para ninguém que o indicado por João para a vaga será o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). Este último tem o apoio do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP).

O deputado federal Efraim Filho já definiu o destino dele: vai compor a chapa encabeçada pelo também deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB). A meta é reeditar a parceria familiar vivida por Cássio Cunha Lima e Efraim Morais, que elegeu os dois em 2002, respectivamente, para os cargos de governador e senador. A primeira aparição pública dos membros da chapa será nesta quinta-feira (31), durante agenda em Lagoa Seca. Efraim deixou a base governista reclamando da falta de diálogo com João Azevêdo e que falou mais com Pedro em uma semana que com o governador em um ano.

A primeira chapa formalmente apresentada foi a encabelada pelo emedebista Veneziano Vital do Rêgo, que terá o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) como nome para o Senado. Os dois vinham costurando um acordo nacional para ter com exclusividade o ex-presidente Lula (PT) na Paraíba. O cenário ficou mais longe depois que João Azevêdo trocou o Cidadania pelo PSB, partido que, nacionalmente, deve firmar uma aliança com o PSB, para ter Geraldo Alckmin na vaga de vice. O presidente manifestou recentemente o desejo de firmar a aliança com o PT no Estado, mas deixando claro que fará aliança com mais gente.

No campo genuinamente da oposição, ganha destaque o nome do comunicador Nilvan Ferreira (PTB), que deverá ter Bruno Roberto (PL) na vaga para o Senado. Os dois têm buscado com afinco uma maior penetração na base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, também do PL. O presidente deu declarações recentes favoráveis ao apoio à chapa. Ele, inclusive, liberou o assessor Tércio Arnaud Tomaz para o espaço de primeiro suplente de senador. Todos já estão com o pé na estrada em busca de votos para o pleito deste ano.

Correndo por fora, o Psol também já tem um desenho medianamente delineado para a disputa deste ano. O espaço para a disputa pelo governo será ocupado pela militante Adjany Simplício, tendo o ex-reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, como candidato ao Senado. O PRTB já definiu o espaço para senador, com a escolha do pastor Sérgio Queiroz e não deve demorar para indicar o candidato ao governo. A pressa dos candidatos talvez tenha como motivo o prazo curto para a campanha, que é de 45 dias. Sinal dos tempos.

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