Legislativo
Senadores paraibanos passaram ao largo do debate efetivo sobre a CPI
14/04/2021 21:40

Suetoni Souto Maior

Rodrigo Pacheco é assediado pelo PSD e cotado para disputar a presidência da República. Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O tema CPI da Covid-19 passou ao largo dos senadores paraibanos. A Comissão Parlamentar de Inquérito mais polêmica dos últimos anos contou com lista de apoiadores para a instalação, formada prioncipalmente por opositores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Contou com lista de apoiadores da ampliação do escopo da apuração, para incluir os recursos destinados aos estados, com apoiadores do presidente. Em nenhuma delas tinha paraibano. Agora, saiu a lista dos membros da CPI e, imagina, não tem nenhum paraibano.

Isso não quer dizer que Veneziano Vital do Rêgo (MDB), Nilda Gondim (MDB) e Daniella Ribeiro (Progressistas) vão subir no muro em relação ao assunto quando os trabalhos forem iniciados. Mas indica certo desinteresse pelo assunto mais comentado no Congresso nos últimos dias. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi obrigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a instalar a CPI. O presidente da República teve vazado áudio de telefonema com conversa entre ele e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), tramando formas de interferir no Legislativo.

E, no final das contas, a manobra governista deu certo para incluir governadores e prefeitos na investigação. O Regimento Interno da Casa não permite que se faça investigação dos estados, mas Pacheco conseguiu uma forma de agradar o presidente. Ele inseriu a possibilidade de investigação sobre o envio de recursos federais aos estados durante a pandemia. A investigação, com todos os tentáculos a serem seguidos, tende a se transformar em um trem desgovernado e ter o destino de praticamente todas as CPIs: virar pizza.

Formação da CPI da Covid-19 no Senado

Titulares:

1. Eduardo Braga (MDB-AM) – independente

2. Renan Calheiros (MDB-AL) – independente

3. Otto Alencar (PSD-BA) – independente

4. Omar Aziz (PSD-AM) – independente

5. Tasso Jereissati (PSDB-CE) – independente

6. Humberto Costa (PT-PE) – oposição

7. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – oposição

8. Ciro Nogueira (PP-PI) – governista

9. Eduardo Girão (Podemos-CE) – governista

10. Marcos Rogério (DEM-RO) – governista

11. Jorginho Mello (PL-SC) – governista

Suplentes:

1. Jader Barbalho (MDB-PA) – independente

2. Angelo Coronel (PSD-BA) – independente

3. Alessandro Vieira (Cidadania-ES) – oposição

4. Rogério Carvalho (PT-SE) – oposição

5. Marcos do Val (Pode-ES) – governista

6. Zequinha Marinho (PSC-PA) – governista

7. Indefinido (MDB-PP-Republicanos)

A CPI, vale ressaltar, tem tudo para gerar muita polêmica pelos próximos 90 dias, que é o prazo para que se apure as omissões do governo Bolsonaro durante a pandemia. Um dos pontos colocados pelos membros da comissão é que eles vão buscar a comprovação de que o gestor tentou implantar na prática a busca por uma imunidade de rebanho no Brasil. Até agora, 362 mil pessoas morreram no país em decorrência da Covid-19.

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