Executivo
Presidente do PT diz que negativa de palanque para João Azevêdo tem concordância de Lula e Gleisi Hoffmann
14/02/2022 08:55
Suetoni Souto Maior
Lula e João Azevêdo durante evento do Consórcio Nordeste, no ano passado, em Natal. Foto: Divulgação

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Jackson Macedo, decidiu chutar o pau da barraca em relação ao palanque para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Paraíba. O candidato apoiado pela sigla no Estado, segundo ele, será escolhido entre o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT); a vice-governadora Lícia Feliciano (PDT) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). O governador João Azevêdo (Cidadania), por isso, estaria fora da conta, segundo o petista. “Tudo está sendo definido através de uma costura nacional, tendo o ingrediente local, mas a costura é nacional”, disse.

Macedo tem recebido críticas internas, no partido, e externas, entre antigos aliados, sob a alegação de que João Azevêdo teria, sim, chances de oferecer um palanque para o ex-presidente. “Essa é uma tese que as pessoas têm espalhado, de que haveria um racha interno, que parte do partido apoia o governador. Isso não existe. Eu não tenho dado um passo sem combinar com Lula e com Gleisi (Hroffmann, presidente nacional do partido). Não há impedimento de que João Azevêdo vote em Lula, mas não vamos estar no palanque dele”, disse o dirigente petista.

A definição do nome para a disputa pelo governo, com apoio do PT, está sendo discutida internamente. Jackson Macedo diz que até quarta-feira (16) haverá uma definição. Não faz muito, a vice-governadora Lígia Feliciano esteve com o marido, Damião Feliciano (PDT), em São Paulo, para uma reunião com Lula. Mais recentemente, houve uma conversa dos dirigentes estaduais do PT com o senador Veneziano. O parlamentar esteve beijando a mão do ex-presidente também recentemente, quando ainda era gestada a saída dele da base de apoio de João Azevêdo.

O ingrediente MDB do Nordeste tem sido um peso extra em relação a Veneziano. O grupo tem muita força nas decisões do partido e já se posicionou favorável à disputa da eleição pelo ex-presidente. Dentro do PT, há o sentimento de que isso pode pesar em relação ao ex-prefeito de Campina Grande. Se a opção for por ele, Luciano Cartaxo retornará ao projeto de disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados. Já Lígia tem problemas partidários, já que a candidatura de Ciro Gomes (PDT-CE) foi lançada pelo partido dela e há pressão nos estados.

Em relação a João Azevêdo, a resistência a ele aqui na Paraíba é conhecida, principalmente vinda do ex-governador Ricardo Coutinho, que se filiou ao partido. O governador chegou a se encontrar com o ex-presidente no ano passado, durante reunião do Fórum de Governadores do Nordeste, no Rio Grande do Norte. De lá para cá, não houve evolução significativa na aproximação. Entre os governistas, o entendimento é o de que Lula não vai rejeitar o apoio de um governador que pontua bem nas pesquisas. Os próximos dias serão essenciais para essas costuras.

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