O presidente Lula (PT) usou a Convenção Nacional do PSB que empossou o prefeito do Recife, João Campos, no comando da sigla, neste domingo (1º), para mandar recado a outro socialista: o governador da Paraíba, João Azevêdo. Ao mandatário, em alto e bom som e para todo mundo ouvir, o petista destacou a importância de a esquerda eleger nomes para o Senado. Enfatizou que a medida visa impedir que “esses caras (os bolsonaristas)” elejam maioria para a Casa Alta e, com isso, “façam uma muvuca neste país”.
A referência do petista é ao projeto traçado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de conseguir maioria no Senado. Na eleição passada, em 2022, o bloco alinhado à extrema-direita conseguiu a maioria das cadeiras e só não se tornou maioria na Casa porque, naquele ano, apenas uma das três vagas de cada estado estava sendo renovada. Se a mesma marca for repetida no ano que vem, quando duas vagas estarão em jogo, os bolsonaristas terão poder até para votar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Este ponto foi referido pelo petista, alegando que eles (os bolsonaristas) vão “avacalha com a Suprema Corte”. A referência diz respeito à animosidade entre o ex-presidente e ministros do Supremo desde a pandemia da Covid-19. A Corte se colocou contra as medidas sanitárias de Bolsonaro e, posteriormente, barrou as investidas contra a democracia. Esta última resultou no inquérito e depois no processo que visa punir a tentativa de golpe após as eleições de 2022.
A tendência, na Paraíba, com as declarações de Lula dadas neste domingo é que Lula apoie as candidaturas do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e de João Azevêdo, caso o governador decida se lançar para a disputa. Caso opte por fazer isso, terá que se afastar do cargo em abril do ano que vem.
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