A fiscalização de rotina da Polícia Federal no Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, em João Pessoa, terminou com apreensão milionária de eletrônicos e dois passageiros em maus lençóis com a Justiça. A operação ocorreu na noite desta quinta-feira (12) e, segundo a PF, começou com aquele velho roteiro: bagagem que chama atenção, conferência mais detalhada e surpresa nenhuma — só produto caro sem imposto pago.
Ao abrir as malas, os agentes encontraram uma carga com alguns ‘regalos’ de tecnologia valiosos: iPhones novinhos, iPads, relógios inteligentes e outros equipamentos ainda lacrados. Tudo em quantidade que passa longe do “uso pessoal” e acende o alerta clássico de destinação comercial irregular.
No pacote apreendido, a lista impressiona: 10 iPhones da linha 17 — a maioria Pro Max de 256 GB —, quatro iPads A16, dois Apple Watch Series 11, cinco caixas de celulares vazias e ainda 120 frascos de um cosmético importado chamado NAIL GLUE. Pelas contas preliminares da PF, a carga ultrapassa fácil a casa dos R$ 100 mil.
Sem qualquer documento que comprovasse o pagamento dos tributos, a dupla recebeu voz de prisão em flagrante por descaminho, crime previsto no artigo 334 do Código Penal. Os dois foram levados para a Superintendência da PF na Paraíba, prestaram depoimento, tiveram fiança estipulada e acabaram liberados para responder ao processo em liberdade — situação comum nesse tipo de ocorrência.
Os produtos agora seguem para perícia, que vai bater o martelo sobre origem e valor exato das mercadorias. A investigação, no entanto, está longe de terminar. A PF também vai vasculhar dados de celulares recolhidos na ação para tentar identificar se existe mais gente por trás do esquema.
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