Executivo
Pedro Cunha Lima deve trocar de partido caso PSDB forme federação partidária com o Cidadania de João Azevêdo
27/12/2021 17:07
Suetoni Souto Maior
Pedro Cunha Lima garante que será candidato ao governo, independente de partido. Foto: Divulgação

No último sábado (25), publiquei matéria neste espaço dizendo que a federação partidária que está sendo discutida entre PSDB e Cidadania poderia colocar o governador João Azevêdo (Cidadania) e o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) no mesmo palanque. As reações foram imediatas. O chefe de Gabinete do Estado, Ronaldo Guerra, que também é presidente estadual do Cidadania, correu a responder com um “nunca!” Passados dois dias, chega a vez de o próprio Pedro dizer em entrevista à rádio Arapuan que mudará de partido caso haja a composição e o governador não decida ele mesmo trocar de sigla.

A prática de lado a lado indica que há mais divergências que convergências entre as lideranças e que, principalmente, ninguém pretende arredar o pé da disputa. Daí surge duas vertentes: João deixa o Cidadania ou Pedro deixa o PSDB? Eu diria que tudo vai estar atrelado ao projeto nacional ao qual os dois se alinhem. Mesmo Pedro anunciando que deixará o ninho tucano para ter a liberdade de disputar o governo, não é absurdo imaginar João Azevêdo deixando o Cidadania. Isso ocorrerá caso a permanência no partido inviabilize o alinhamento nacional buscado com o PT do ex-presidente Lula.

Para João Azevêdo, uma federação unindo PSDB e Cidadania traria como peso a obrigação de apoiar o palanque do pré-candidato a presidente, João Dória. O governador de São Paulo ganhou as prévias internas no partido e pretende disputar a Presidência contra o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e o ex-presidente Lula. O petista é o preferido pelo governador paraibano para compor a aliança visando as eleições deste ano. Ele tem o apoio de parte do partido, na Paraíba, enquanto uma outra parcela da sigla pensa em candidatura própria, investindo no nome do ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo.

Um caminho ventilado para João Azevêdo nos papos políticos é o PSD, presidido no estado pelo ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. O ex-gestor e João Azevêdo têm dialogado sobre a possiblidade de aliança. O apoio dele é desejado também ipelo primo, Pedro Cunha Lima. A sinalização de Rodrigues, no entanto, parece seguir em direção ao staff do atual governador. Os desdobramentos para o ano que vem parecem previsíveis, apesar do efeito surpresa que compõe toda análise política. O que se tem para hoje, gritado aos quatro ventos, é que João Azevêdo e Pedro Cunha Lima serão adversários em 2022.

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