Executivo
OAB-PB resgata seu protagonismo histórico ao liderar debate sobre enfrentamento à violência nas escolas
13/04/2023 23:24

Suetoni Souto Maior

Quem teve a oportunidade de participar, nesta quinta-feira (13), da audiência pública sobre a segurança nas escolas, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), saiu com ótima impressão não apenas do que foi discutido. O sentimento entre muitos advogados com quem conversei foi de orgulho pelo resgate do protagonismo histórico da entidade na discussão dos grandes temas. Foi assim na redemocratização do país, há quase quatro décadas. Foi assim na defesa da democracia e das eleições no ano passado. É assim agora, com a busca de soluções para a violência nas instituições de ensino.

Estavam lá representantes do Ministério Público, do Tribunal de Justiça, da Secretaria de Segurança e Defesa Social, da Educação, das escolas e, não menos importante, membros da sociedade civil. E todos deram grande contribuição para o debate, articulado por Harrison Targino, presidente da entidade e nome que honra a advocacia. Assim como Rodrigo Farias, secretário-geral da Ordem. Cito estes pela proximidade ao longo de anos de cobertura jornalística, mas sem deixar de registrar que eles são ladeados por grandes juristas nesta missão.

Os participantes do evento desta quinta foram chamados para pensar, de forma conjunta, caminhos para diminuir os impactos desses fatos que têm, lamentavelmente, ocorrido em todo o país. Foram convidados educadores, pessoas envolvidas no ambiente escolar, bem como juízes, promotores e membros da segurança pública. Discursaram, entre outros, o desembargador Romero Marcelo e os secretários estaduais Jean Nunes (Segurança) e Antônio Roberto de Araújo (Educação). Todos com a exposição de ideias para o enfrentamento de um problema que comove a todos, pela covardia dos criminosos no ataque a crianças.

O evento, portanto, foi importante pelo fato em si: a busca de soluções. Entre os advogados com quem conversei, percebi o contentamento, também, pelo simbolismo do resgate da OAB como ator no enfrentamento dos temas locais e nacionais. A percepção é a de que aquela entidade que deu o sangue pela manutenção e consolidação da nossa democracia está sendo resgatada. Ela deixou de ter apenas importância cartorial e voltou a abraçar temas do cotidianos que são, sim, atribuições do Estado, mas que são resolvidos de forma mais efetiva quando a sociedade civil organizada se apresenta para oferecer “régua e compasso”.

É importante lembrar que a OAB tem, para dentro dela, um papel importante de representação de uma categoria e da devida defesa das suas prerrogativas, de melhores condições de trabalho dos advogados. Mas para além disso, precisa ter voz ativa nas grandes discussões políticas e sociais. Essa última missão, de cunho mais simbólica, andava esquecida. É bom saber que Harrison Targino ajudado a reverter esse quadro. Resta torcer que continue assim.

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