Legislativo
Mortes por Covid-19 assustam a classe política na Paraíba
09/06/2021 12:46
Suetoni Souto Maior
Tião Gomes e a filha. Deputados lamentaram a morte da jovem de 39 anos. Foto: Divulgação

A morte da enfermeira Thiana Perazzo Gomes, 39 anos, filha do deputado estadual Tião Gomes, nesta quarta-feira (9), foi mais uma na escalada de perdas que tem atingido a classe política. Ela morreu vítima da Covid-19, que tem ceifado a vida cada vez mais pessoas jovens, coisa pouco comum no início da pandemia. O deputado foi informado do falecimento durante a sessão na Assembleia Legislativa, que foi encerrada minutos depois com a aprovação de um voto de pesar.

“É um momento muito difícil para o companheiro Tião Gomes. Deixo nossa solidariedade ao nosso companheiro nesse momento de muita dor, de sofrimento, de saudade. Só sabe o tamanho dessa dor aquele que já passou por ela. A ordem lógica da natureza são os filhos enterrarem os pais e quando isso muda, a dor é muito maior e maltrata muito qualquer ser humano. Desejamos que Deus possa confortar o deputado Tião e toda a sua família”, afirmou o presidente Adriano Galdino.

O fato é que as mortes pela Covid-19 têm assombrado a classe política paraibana. O presidente da Federação dos Municípios da Paraíba, George Coelho, diz que pelo menos sete prefeitos morreram do ano passado para cá. Morreram também dois ex-governadores (Wilson Braga e José Maranhão), além de dezenas de ex-deputados estaduais, federais, vereadores e ex-vereadores. “A situação é assombrosa e mesmo assim grande parte da população reclama das medidas restritivas”, disse.

A Paraíba tem 7.920 mortes registradas, sendo que 37 foram registradas nesta terça-feira (8). A ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é de 79% na Região Metropolitana de João Pessoa, 81% em Campina Grande e 95% no Sertão. E o quadro não apresenta indícios de que vai melhorar a curto prazo. Isso porque o ritmo da vacinação ainda é lento e a imunização da população, junto com o isolamento social, são os únicos meios de forçar a redução dos casos.

No caso da Assembleia Legislativa, assim como ocorre em praticamente todas as casas legislativas da Paraíba, as sessões têm ocorrido de forma remota. O presidente da Casa, Adriano Galdino, disse que o retorno presencial das atividades vai depender do sucesso da vacina e da consequente redução dos casos da Covid-19 no Estado. Por enquanto, o que se pode falar da pandemia é que ela é democrática em grande parte: mata pobre e rico. Por isso, é preciso cuidado e vacina.

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