Executivo
Mesmo com apoio do bolsonarismo, Sérgio Queiroz diz que não será candidato ao Senado
09/07/2025 12:35

Suetoni Souto Maior

Sérgio Queiroz lembra o período em que atuou no governo de Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O pastor Sérgio Queiroz (Novo) não será candidato ao Senado nas eleições do ano que vem. O religioso tinha o apoio declarado do bloco bolsonarista no Estado. Ele representaria o grupo ao lado do hoje deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL). Em publicação nas redes sociais, ele disse ter consultado amigos e familiares sobre o assunto. Disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem conhecimento da sua decisão, mas que teria que optar entre o trabalho pastoral e a política. Neste caso, disse ter preferido se colocar na posição de “enfermeiro” na guerra que divide os espectros políticos no país.

Queiroz disse que hoje se mantém financeiramente com os rendimentos recebidos como procurador da Fazenda Nacional, mas que se realiza como pastor e que “serve como político”. A referência diz respeito ao período dispensado por ele ao bolsonarismo. O religioso integrou a comissão de transição do governo de Michel Temer (MDB) para Jair Bolsonaro. Depois da posse, em 2019, ele ocupou cargos de segundo escalão no governo do capitão reformado do Exército. Deixou a função em meio à pandemia da Covid-19, em 2021, quando o então presidente pregava contra as vacinas e a favor da imunidade de rebanho.

Mesmo assim, ele lembrou do retorno à política em 2022, quando disputou o cargo de senador e ficou em quarto lugar na corrida eleitoral, atrás de Efraim Filho (União Brasil), Pollyanna Dutra (PSB) e Ricardo Coutinho (PT). No ano passado, o nome dele foi cotado para a disputa da prefeitura de João Pessoa. A votação para o Senado, na Capital, com mais de 100 mil votos, estimulava a aventura eleitoral. Mas sem apoio, ele acabou aceitando o convite para ser o vice na chapa de Marcelo Queiroga (PL), que disputou o comando da prefeitura com o apoio de Jair Bolsonaro. Novamente, a chapa saiu derrotada.

Para 2026, o nome de Queiroz aparecia entre os prováveis candidatos ao Senado. Ele teria uma parada dura pela frente, tendo que encarar as postulações do governador João Azevêdo (PSB), do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e do prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos). Depois de conversar com familiares, amigos e fiéis da Cidade Viva, Queiroz disse ter chegado à conclusão de que teria que optar entre a política e o ministério, com prejuízo para a política. Com isso, não pretende engrossar as fileiras do PL na disputa eleitoral do ano que vem.

Disse ainda que a disputa eleitoral do ano que vem será uma guerra em um Brasil muito dividido e que, por isso, vai ocupar a função de enfermeiro, para cuidar dos feridos. Apesar disso, disse ter lado, ou seja, ficará com os bolsonaristas no pleito.

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