Executivo
Lula recebe apoio de FHC e espera Simone Tebet. Bolsonaro conquista aval de Ibaneis e Ratinho Jr.
05/10/2022 13:06

Suetoni Souto Maior

Lula e Fernando Henrique tiveram longo histórico de entendimento e desentendimentos. Foto: Arquivo pessoal de FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (5) o apoio ao ex-presidente Lula (PT) para o segundo turno das eleições. A justificativa para transpor a barreira construída ao longo de décadas foi a “luta pela democracia e inclusão social”. Na campanha petista, a expectativa agora é sobre a adesão da emedebista Simone Tebet, que ficou em terceiro lugar na corrida eleitoral. Ela já conversou por telefone com Lula e deve anunciar o apoio nesta tarde. O movimento do ex-presidente em busca de apoios é similar ao do presidente Jair Bolsonaro (PL), que anunciou outros nesta quarta.

“Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e inclusão social. Voto em Luiz Inácio Lula da Silva”, disse em publicação no Twitter Fernando Henrique Cardoso, que comandou o país entre 1995 e 2002 e encabeçou uma das oposições mais duras ao petismo. Lula agradeceu o apoio de FHC em publicação no seu perfil do Twitter. “Obrigado pelo seu voto e confiança. O Brasil precisa de diálogo e de paz.”

O movimento de FHC ocorre em sentido contrário ao adotado pelo partido dele. A sigla decidiu liberar os diretórios estaduais para fazer as próprias escolhas. O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, por exemplo, decidiu apoiar Jair Bolsonaro, onde há confronto entre o petista Fernando Haddad e o bolsonarista Tarcísio de Freitas. Garcia acabou ficando em terceiro lugar na tentativa de ser reeleito. Já o senador Tasso Jereissati, do Ceará, fez caminho similar ao de FHC, anunciando apoio a Lula para o segundo turno. Os tucanos estão federados com o Cidadania, que oficializou apoio a Lula.

Já Bolsonaro seguiu o roteito de busca pelo fortalecimento no Sul, Sudeste e Centro-Oste, com o apoio de governadores eleitos. Ele recebeu os apoios de Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Ratinho Junior, do Paraná. Eles seguem o mesmo caminho do governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Todos já eram bolsonaristas, mas evitaram agendas casadas no primeiro turno para não melindrar os eleitores do ex-presidente Lula. O presidente, agora, espera o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

No primeiro turno das eleições, Lula obteve 57 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51 milhões de votos (43,2%).

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