Executivo
João foca “esquerda raiz” em ato de filiação ao PSB e busca esvaziar tese de palanque único de Lula para Veneziano
24/02/2022 14:13

Suetoni Souto Maior

João Azevêdo durante a filiação dele ao PSB. Foto: Suetoni Souto Maior

O ato de filiação do governador João Azevêdo ao PSB, nesta quinta-feira (24), foi pensado sob medida para atingir dois objetivos: demonstrar força e mostrar a todos que ele tem um palanque “apetitoso” para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento ocorre no momento em que o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) trabalha para ser o único aliado do ex-gestor na Paraíba. A solenidade ocorreu na Blu’nelle Recepções, em João Pessoa, e foi pródiga na participação de lideranças nacionais e estaduais ligadas ao PT, ao PSB e outros partidos de esquerda.

O alinhamento ideológico foi um capítulo a parte. Aliados que militam em siglas de direita, como o deputado federal Efraim Moraes (União Brasil), não deram o ar da graça. Por outro lado, lideranças nacionais de esquerda destinaram mensagens ou estiveram presentes no evento promovido em João Pessoa. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, João Campos, ambos do PSB, estiveram no encontro e discursaram, assim como o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira. Do mesmo partido, o governador do Espírito Santo, Renato Casa Grande, enviou mensagem.

João foca "esquerda raiz" em ato de filiação ao PSB e busca esvaziar tese de palanque único de Lula para Veneziano
Lideranças nacionais do PSB ao lado de João Azevêdo. Todos vestem amarelo. Foto: Divulgação

Dos partidos aliados, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), convidado para coordenar a campanha do ex-presidente, também enviou mensagem. O discurso de todos teve como mote o apoio a João e ao ex-presidente Lula e a oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Também teve presente a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), e os deputados petistas Frei Anastácio (federal) e Anísio Maia (estadual). Ambos trabalham para que o partido apoie João Azevêdo, mesmo que a direção estadual trabalhe pela construção de um palanque único para Veneziano.

Em discurso, João Azevêdo justificou a opção pelo ex-presidente Lula contando a história da dona de um restaurante onde fez refeição no interior do Estado. O mandatário disse que a mulher, ao saber que ele estava no restaurante, foi conversar e disse que não votava em Bolsonaro porque nada nele estimulava esperança. O governador tem, seguidas vezes, dito que o palanque dele está disponível para o ex-presidente. A mesma linha foi adotada pelo deputado federal Gervásio Maia (PSB), que faz caminho de volta para a base governista.

O deputado Anísio Maia também reforçou que o objetivo é viabilizar um palanque amplo para Lula, mesmo que nele esteja Veneziano e João Azevêdo. Ele alega que os palanques não podem ser de exclusão. “Não é de A ou B, tem que ser de todo o alfabeto”, disse, sem querer dar opinião sobre Veneziano. Outras lideranças do partido também estiveram no evento.

Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: https://abre.ai/suetoni

Palavras Chave