Executivo
João Azevêdo e Veneziano não se entendem há tempos, mas senador não será o único a deixar a base
06/12/2021 19:35
Suetoni Souto Maior
No passado: Veneziano Vital e João Azevêdo durante solenidade do governo do Estado. Foto: Divulgação/Secom-PB

A relação do governador João Azevêdo (Cidadania) com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) está nas cordas. Disso não há dúvidas há um bom tempo. A dúvida, agora, é com que palavras serão escritas as narrativas do desfecho final. O prazo para que o rompimento ocorra já existe: janeiro do ano que vem. Foi o marco temporal estabelecido pelo governador para que os integrantes do seu grupo definam se ficam ou não com ele. Alguns casos não serão tão simples e devem se estender até as convenções. É o exemplo do deputado federal Efraim Filho (DEM), que decidiu ser candidato ao Senado e não admite outro caminho.

Os reflexos da “debandada” serão vistos nos próximos dias. Eles decorrem embate entre expectativa das figuras políticas versus realidade. As leis da física impedem que dois corpos ocupem o mesmo espaço. O mesmo ocorre com a lei eleitoral. O espaço na majoritária é finito. Há uma vaga para o governo, uma para vice e uma para o Senado. Por isso, será impossível alguém não sobrar na curva. Na base governista, o único espaço ocupado é a do próprio governador, que faz planos de disputar a reeleição. Todos os outros encontram obstáculos.

Veneziano gostaria de ver a mulher, Ana Cláudia, disputar o cargo de vice na chapa de João Azevêdo. O nome dele é defendido por aliados para ocupar o espaço de vice também. Acontece que o surgimento do nome de Romero Rodrigues (PSD) como possibilidade congestiona o meio de campo. Da mesma forma, Efraim sonha com a vaga de Senado e viu de forma muito forte a chegada do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) na base. A eleição de Cícero Lucena (PP) em João Pessoa deu ao progressista muita força para pleitear o espaço na chapa. A costura diversa disso não será simples.

A realidade de hoje é que João Azevêdo tem uma base de apoio maior do que é possível manter. O resultado disso será o descontentamento dos não atendidos. No caso de Veneziano, a relação azedou de um jeito que a discussão agora não é mais sobre reconciliação, mas de quem dará o “primeiro tapa”. Na falta de iniciativa dos personagens centrais, foram acionados de lado a lado os “agentes da discórdia”. Pelo lado de João Azevêdo, o deputado Tião Gomes (Avante) tem feito cobranças e críticas a Veneziano. É a estratégia de forçar uma definição mais breve para a contenda.

Do lado de Veneziano, o vereador de João Pessoa, Mikika Leitão (MDB), espalha o entendimento de candidatura do emedebista. O roteiro de como tudo isso acaba é fácil de prever. Resta agora saber como será escrito o roteiro final da novela.

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