Executivo
João Azevêdo aponta politização em movimento da PM e manda comandantes coibirem atos de indisciplina na tropa
24/01/2022 12:32
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo critica politicação nas negociações com policiais. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (Cidadania) usou as redes sociais nesta segunda-feira (24) para comentar a existência de suposta “operação padrão” no trabalho da Polícia Militar. Há denúncias de movimento na tropa para coibir o trabalho da tropa e, com isso, inflar os índices de violência. A categoria não chegou a um acordo com a administração municipal. O governo ofereceu, entre outras coisas, reajuste de 10% nos salários, incorporação do programa Bolsa Desempenho e aumento nas diárias. O gestor acusa o movimento de ser guiado por interesses político-partidários. Áudios vazados no fim de semana sinalizam na direção de uma greve branca puxada por lideranças da corporação.

O governador determinou aos comandantes da Polícia Militar que adotem as providências necessárias para coibir quaisquer atos que caracterizem indisciplina e quebra de hierarquia na tropa, com a devida punição dos responsáveis. “Para proteger a população e manter a ordem, irei às últimas consequências. Não admitirei coisas do tipo como operação padrão ou greve branca, como foi insinuado em áudios e vídeos por quem está na política e tenta usar os policiais para confrontos inconstitucionais e fora de propósito. Policial é para combater o crime, promover a paz social e proteger a sociedade. E não para fazer política partidária e eleitoral nos quartéis e dentro da categoria”, disse.

A mensagem tem endereço certo. Ela é relacionada ao trabalho desenvolvido pelos deputados Cabo Gilberto Silva (PSL) e Wallber Virgolino (Patriota). Ambos têm trabalho de bastidores junto ao movimento dos policiais. Na fala, João Azevêdo lamentou a politização “praticada por setores minoritários da tropa” e não descartou acionar o Poder Judiciário. “Não me furtarei em nenhum momento a acionar o Ministério Público e a Justiça paraibana, se for o caso, para restabelecer as funções hierárquicas e constitucionais das forças de segurança. Espero não ter que fazê-lo, mas para manter a ordem e a convivência harmônica da sociedade paraibana jamais fugirei às minhas responsabilidades”, declarou.

O chefe do Executivo estadual destacou a disposição do governo para dialogar com a categoria e os avanços conquistados, a exemplo de 100% da incorporação da bolsa desempenho e do aumento dos plantões extras. “Reivindicações antigas e históricas da categoria foram atendidas, a exemplo da paridade entre os policiais da ativa e os aposentados e pensionistas. Demos um reajuste salarial de 10% a todos, aumentamos plantões extras em até 92,9% para cabos, soldados e sargentos e do cartão alimentação em 24%. A menor remuneração de um soldado será de R$ 4.206, 87, incluindo os plantões este valor poderá chegar a R$ 6.800,00, podendo ser ainda maior se as horas forem prestadas em finais de semana, o que elevará a remuneração total de um soldado ao patamar acima de R$ 8.000,00”, acrescentou.

Ele ainda evidenciou os investimentos que o governo tem feito para assegurar condições adequadas de trabalho aos militares. “Além da questão salarial nós realizamos mais de 7,7 mil promoções de policiais nos últimos três anos. Investimos pesado em armamentos, viaturas, coletes, munição, equipamentos e câmeras de monitoramento, dotando nossas polícias com o que há de mais moderno pra se combater a criminalidade e oferecer segurança ao nosso povo. Prova disso foram os sucessivos índices positivos e as premiações nacionais que reconheceram nossas polícias como uma das melhores do país, sendo a primeira do ranking no Norte/Nordeste”, falou.

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