Executivo
Jackson acerta no diagnóstico ao dizer que se o PT quisesse candidatura própria, já teria decidido
10/05/2024 07:44
Suetoni Souto Maior
Jackson Macedo tem acompanhado o debate nacional sobre a definição de candidatura própria ou não. Foto: Divulgação

Já ouviu aquela expressão de que a falta de pressa para uma decisão é, também, uma forma de decidir? É mais ou menos essa a realidade do Partido dos Trabalhadores, em João Pessoa. A sigla, mais uma vez, foi enredada pela polêmica sobre a definição por uma candidatura própria ou apoio a um projeto político de terceiro na Paraíba. No caso em específico, a dúvida é sobre lançar os deputados Cida Ramos ou Luciano Cartaxo para a disputa da prefeitura da capital ou mesmo apoiar a tentativa de reeleição do prefeito Cícero Lucena (PP).

Este não é um dilema novo. Em 2014, a polêmica era se ficava com a reeleição de Ricardo Coutinho (na época no PSB) ou com o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho (então no MDB). Em 2020, Anísio Maia (hoje no PSB) foi candidato a prefeito de João Pessoa por cima de pau e pedra, quando a direção nacional queria Ricardo Coutinho. Nos dois casos, o PT custou a decidir e houve judicialização. A diferença de agora é que a Direção Nacional foi rápida em puxar para si a responsabilidade pela decisão.

Mas o problema disso tudo é que a definição final tem demorado tanto que o lançamento de uma candidatura própria, agora, soa como aposta em azarão. E digo o porquê: não restou mais partidos no campo progressista com quem o PT possa fazer composição. O quadro é de vaca desconhecer bezerro até na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Os dois últimos já aderiram ao projeto de reeleição de Cícero e defendem a ida do partido do presidente Lula para a composição. Os três, por lei, não podem estar em campos opostos na disputa.

É neste cenário que entram as reflexões do presidente estadual do PT, Jackson Macedo. Em entrevista a uma rádio da capital, nesta quinta-feira (10), ele foi taxativo na constatação de que a aliança com Cícero deve ser abraçada pelo partido. O principal indicativo, para ele, é a inexistência de decisão sobre candidatura própria. O entendimento de Macedo é o de que se a direção nacional quisesse lançar candidatura própria, já o teria feito. Se não o fez, é porque buscará uma composição. O problema na demora é saber como fica a a chapa proporcional. Este será o segundo ato da novela.

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