“In Fux we trust” foi dito há vários anos pelo hoje senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) ao deputado federal cassado Deltan Dallangnol (Novo-PR). Na época da, segundo apuração da Polícia Federal, ambos combinavam ilegalmente decisões judiciais da Lava Jato e confiavam no aval do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para que elas fossem adiante. O mesmo magistrado é a esperança dos bolsonaristas, nesta segunda-feira (21), de verem pelo menos um voto na 1ª Turma da Suprema Corte contrário (ou amaciado) sobre as medidas cautelares adotadas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Acusado de tramar contra a democracia brasileira e, mais recentemente, de envolvimento nas sanções do presidente norte-americano Donald Trump contra o Brasil, Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (16). A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida foi colocada em votação no Plenário Virtual do Supremo e foi seguida integralmente pelos ministros Luciano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Falta apenas Luiz Fux se pronunciar, o que poderá fazer até esta segunda-feira.
Fux, talvez por reconhecimento por ter aberto divergências em votações caras ao bolsonarismo, foi um dos três ministros que não tiveram o visto para entrar nos Estados Unidos cassado por decisão do presidente Donald Trump. Ele foi indicado para o cargo na Suprema Corte pela ex-presidente petista Dilma Rousseff, mas foi vito sempre como opositor do petismo. Além de Fux, mantiveram os vistos Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro, mas que não têm direito a voto no processo em curso.
Nesta segunda, saberemos se, de fato, “in Fuz they trust”.
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