Em 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados aprovava com o placar de 367 votos contra 137 a abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Da Paraíba, nove dos 12 parlamentares votaram a favor do processo desengavetado pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O mesmo que depois foi preso e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
Dos paraibanos, apenas Luiz Couto (PT), Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR) foram contra. Votaram a favor do impedimento os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB), Manoel Junior (PMDB), Pedro Cunha Lima (PSDB), Rômulo Gouveia (PSD), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e Wilson Filho (PTB).
Dos nomes que votaram a favor do impedimento, o que mais gerou indignação nos petistas foi Aguinaldo Ribeiro, que foi ministro da petista e assegurou, até a noite anterior, que votaria contra. Veneziano Vital, hoje senador, claramente votou favoravelmente de forma constrangida, seguindo a orientação do partido. Ele fez oposição ao vice que assumiu o cargo, Michel Temer, da mesma sigla.
Dos nove, apenas três estão fora da política: Benjamin Maranhão, porque não conseguiu se reeleger, e Manoel Júnior e Rômulo Gouveia, por terem falecido anos depois. Mesmo sem mandato, Pedro Cunha Lima, hoje no PSD, permanece na vida pública como dirigente partidário. Hugo Motta migrou para o Republicanos e hoje comanda a Câmara dos Deputados. Já Efraim Filho, foi eleito para o Senado.
Desafetos naquele momento, buscam o apoio do PT para as eleições deste ano os deputados Hugo Motta, Aguinaldo Ribeiro e Veneziano Vital do Rêgo. Efraim Filho, hoje no PL, assim como ocorria lá atrás, continua adversário do partido, só que agora alinhado com a extrema-direita. Já Wilson Filho migrou para o Republicanos e disputará a reeleição para a Assembleia Legislativa.
Dilma Rousseff comanda hoje o Banco do Brics e não tem pretensão de disputar novos cargos eletivos. As pedaladas fiscais, usadas como justificativa para o impeachment, na visão do próprio Eduardo Cunha, tiveram a única função de tirar a petista do poder. Aquele movimento abriu espaço para a ascensão da extrema-direita no país.
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