O governador João Azevêdo anunciou nesta segunda-feira (2), no “Conversa com o governador”, um pacote de reajustes que mexe — e muito — com a folha do Estado. A Medida Provisória, válida desde 1º de janeiro de 2026, garante que ninguém receba abaixo do salário-mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, com impacto de R$ 38 milhões ao ano.
O destaque fica para o reajuste linear de 10% para todo o quadro efetivo do Executivo estadual, incluindo ativos, aposentados, pensionistas e cargos comissionados. Educação, saúde, forças de segurança e demais categorias entram no mesmo bolo, numa conta que chega a R$ 739 milhões anuais.
Na segurança pública, além dos 10%, o governo incorpora o restante da PPI aos vencimentos e ainda reajusta em 10% a bolsa dos militares da reserva. No magistério, o aumento supera o índice nacional e garante reajuste integral nas tabelas.
Professores prestadores passam a receber o piso nacional de 30 horas a partir de março, e a PPI da educação será incorporada em junho. No total, o pacote injeta mais de R$ 1,13 bilhão na folha em 2026, alcançando mais de 100 mil servidores.
O governo também anunciou revisão de PCCRs (Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações) e reestruturação de carreiras, reforçando o discurso de valorização do servidor com responsabilidade fiscal — marca que João Azevêdo faz questão de carimbar.
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