Executivo
Galdino lança desconfianças sobre compromissos de Aguinaldo e diz que se Lucas assumir o governo, bancará eleição de Daniella
27/05/2025 14:52

Suetoni Souto Maior

Adriano Galdino tem demonstrado menor ímpeto para a disputado. Foto: Divulgação/ALPB

Fogo no parquinho? Luz de alerta acesa? Você pode escolher o termo que mais lhe agradar. O que não vai mudar é o clima de desconfiança na base governista. Ele foi exposto nesta semana pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), durante entrevista ao jornalista Luís Torres, da TV Arapuan. O parlamentar, pretenso pré-candidato ao governo, disse não confiar na promessa do Partido Progressista em relação à composição da chapa majoritária, no ano que vem. O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) assegurou, recentemente, que só cabe um Ribeiro na linha de frente da chapa.

Se Lucas Ribeiro assumir o governo, a senadora Daniella Ribeiro não concorreria à reeleição. Adriano Galdino, no entanto, discorda. “Ela sendo candidata (ao Senado), com o filho governador, o filho vai usar a máquina, vai trabalhar para eleger a mãe. Não tenha dúvida que ela será eleita e João vai disputar com Veneziano (Vital do Rêgo) com muita dificuldade”, ressaltou, fazendo referência ao governador João Azevêdo (PSB), que poderá deixar o governo para a disputa de vaga no Senado em 2026. “Eu, particularmente, acredito que se ele assumir, os dois (Lucas e Daniella) são candidatos”, acrescentou.

As declarações ocorrem um mês depois de todos na base governista terem feito discursos na linha da busca e da manutenção da unidade. O tom foi dado durante a posse de João Azevêdo no comando do PSB, em abril. As garantias de unidade foram dadas pelo gestor, mas também por todos os que o sucederam. A lista inclui Aguinaldo, Daniella, Lucas e o próprio Hugo Motta, que é presidente da Câmara dos Deputados e comanda o Republicanos no Estado. O parlamentar enfatizou que o grupo marchará unido em direção ao pleito do próximo ano. Só que este quadro está sujeito a condicionantes.

Se antes a interrogação era sobre como o PP ia resolver a contenda entre Lucas Ribeiro e a potencial candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, agora surge também o fator Republicanos. A sigla é, hoje, a mais poderosa no Estado e foi decisiva em 2022, quando João Azevêdo conseguiu a reeleição. Sem tirar nem por, ficou patente que se ela tivesse migrado para Pedro Cunha Lima (PSD), no segundo turno, talvez o atual governador não tivesse conseguido a reeleição. E é este o peso que Galdino agora coloca na mesa.

O fato é que a base aliada é grande, o que é bom do ponto de vista eleitoral, mas que complica as costuras internas. O que claramente Galdino coloca agora é a cobrança de compromissos, com promessas que dificilmente o PP terá como garanti-las a um ano do pleito.

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