Executivo
Famup fala em risco de quarta onda da Covid e prefeitos começam a suspender festas na Paraíba
25/11/2021 07:42
Suetoni Souto Maior
Prefeitos temem que festas ajudem a espalhar o vírus. Foro: Divulgação/Prefeitura de Queimadas

A Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) tem recomendado cautela aos prefeitos em relação à promoção de grandes festas de rua. O presidente da entidade, George Coelho, diz que o risco de uma quarta onda de contaminações pelo novo Coronavírus está no centro das atenções. O prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (DEM), suspendeu a realização do Réveillon na cidade e não faz planos para o carnaval. Um caminho semelhante foi seguido pelo prefeito de Cajazeiras, José Aldemir (PP), que suspendeu os preparativos para o tradicional carnaval.

O movimento que ocorre na Paraíba é semelhante ao que vem ocorrendo no restante do país. Em São Paulo, por exemplo, 58 prefeitos suspenderam a realização de carnaval e outras festas tradicionais. O sentimento dos gestores é o de que há risco de nova onda de contaminações, como ocorreu na Europa. Isso porque uma parte da população ainda se mostra resistente a tomar a vacina. Em João Pessoa, o prefeito Cícero Lucena (PP), por outro lado, vem mantendo o otimismo e torce para que não haja intercorrências e seja realizado o Réveillon e, quem sabe, o carnaval do ano que vem.

A Paraíba vive atualmente um quadro estável em relação às internações. A ocupação de adultos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é de 20%. O quadro que mais preocupa é o do Sertão, onde a ocupação é de 33%. Os especialistas apontam para o risco de crescimento das internações em caso de aglomerações.

No plano nacional, os secretários estaduais de Saúde são unânimes na reprovação à realização de Carnaval em 2022. É o que afirma Carlos Lula, presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e titular da pasta no Maranhão. “Entre os secretários, ninguém concorda com o Carnaval”, diz. Ainda que o cenário da pandemia da Covid-19 esteja melhor que o de meses anteriores, há o temor de que as aglomerações gerem uma nova onda de contaminações.

Lula ressalta, por outro lado, que os secretários que existem outras razões para que os eventos sejam realizados, como, por exemplo, a pressão de profissionais da cultura.

Paraíba

De acordo com George Coelho, a tendência é que alguns prefeitos mantenham as festas, porém, a maioria deve cancelar os festejos tradicionais, como as de padroeiro, por exemplo. A tendência é a de permitir os eventos em locais fechados, pela possibilidade de exigir o passaporte da vacina e testes negativos de Covid. “Muitos prefeitos pensavam na retomada das festas tradicionais, mas agora estão recuando. Há risco para a população”, disse o presidente da Famup.

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