A queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no segundo decêndio de abril acendeu o sinal de alerta nas prefeituras — e já mobiliza entidades municipalistas. O crédito feito nesta segunda-feira (20) veio 2% menor, em termos nominais, na comparação com o mesmo período do ano passado. Pode parecer pouco, mas, na prática, é o tipo de variação que pressiona caixas já apertados, segundo a entidade.
Na Paraíba, a Federação das Associações de Municípios da Paraíba entrou em campo para pedir cautela. O recado é direto: segurar despesas e reforçar o planejamento. A preocupação não é à toa. O FPM é uma das principais fontes de receita da maioria dos municípios, e qualquer oscilação impacta rapidamente o equilíbrio fiscal — sobretudo em cidades menores, mais dependentes das transferências federais.
Presidente da entidade, George Coelho fez um alerta público aos gestores. Disse que o momento exige “responsabilidade e atenção redobrada”, principalmente diante da queda registrada neste segundo decêndio. Nos bastidores, o diagnóstico é claro: sem controle, o efeito pode chegar rápido na ponta — com risco de atraso em folha e dificuldades no pagamento de fornecedores.
A orientação da Famup é preventiva. Revisão de despesas, prioridade para investimentos essenciais e acompanhamento constante das transferências estão no pacote recomendado. O pano de fundo é um cenário econômico ainda instável, com oscilações na arrecadação federal que acabam respingando diretamente nos cofres municipais.
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