“Conservador progressista de centro esquerda”. Você conhece alguém com este padrão ideológico? Se não conhece e nem acha possível, melhor ficar atento às últimas publicações do ex-deputado federal Julian Lemos. Hoje sem mandato e, segundo ele, sem nenhuma pretensão eleitoral, o ex-parlamentar andava em silêncio há meses, mas ganhou notoriedade mais recentemente por declarações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lemos foi bolsonarista num tempo em que o ex-presidente fazia ainda as vezes de bobo da corte do Congresso.
Esta militância, do ponto de vista político, não foi ruim para ele. A onda conservadora que levou Bolsonaro para a Presidência da República, com uma ajudinha da Lava-Jato e do hoje senador Sérgio Moro (União Brasil), também rendeu um mandato de deputado federal para Lemos. De quase guarda-costas e defensor incondicional do bolsonarismo, o ex-parlamentar foi se transformando em pária do grupo durante o mandato. Praticamente escorraçado da panelinha, acabou não conseguindo renovar o mandato na eleição passada.
De lá para cá, a relação dele com o bolsonarismo tem sido de ódio e ódio. Em entrevistas recentes, voltou a carga contra o ex-presidente, chamado por ele de “cachorra” e “covarde”. Em outro norte, vem aumentando a proximidade com antigos adversários ideológicos, notadamente grupos de esquerda. Em vídeo publicado no fim de semana, Lemos diz que tem recebido mensagens muito acolhedoras e humanas, vindas de pessoas que ele não conhecia e nem esperava. “Eu sou de todos os lados que usam a razão e de nenhum lado do radicalismo e intolerância”, diz Lemos.
Veja a postagem a seguir:
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