Executivo
Encontro de caciques em Brasília revela ‘armistício’, mas não aplaca briga por vaga na base governista
17/07/2025 15:45

Suetoni Souto Maior

Mersinho, Hugo Motta, Cícero e Aguinaldo discutem sobre eleições de 2026. Foto: Divulgação

Um encontro em Brasília vem dando o que falar nos bastidores da política paraibana desde esta quarta-feira (16). Posaram para foto, Mersinho Lucena (PP), Hugo Motta (Republicanos), Cícero Lucena (PP) e Aguinaldo Ribeiro (PP). Do encontro, nas falas do prefeito Cícero Lucena, saiu o compromisso de trabalhar a escolha do melhor nome para disputar a sucessão do governador João Azevêdo (PSB) e que todos trabalhariam para buscar a continuidade “ao projeto de desenvolvimento que está construindo o melhor momento da Paraíba”.

O freio de arrumação tem sentido de ser. Há dias tem corrido na imprensa a informação de que a chapa para 2026 estaria fechada. Ela teria Lucas Ribeiro (PP) como candidato ao governo, João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) como candidatos ao Senado e um vácuo em relação a Cícero e ao presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos). O movimento vinha descontentando o prefeito, que, em várias entrevistas, disse não aceitar a imposição de nomes sem critérios técnicos claros e razoáveis.

Isso porque, na composição aventada, não há espaço para Cícero e nem para Galdino. O primeiro lidera todas as pesquisas e tem percorrido o Estado em busca de apoios para concorrer nas eleições. O segundo, mesmo sem figurar entre os principais playes, tem feito o mesmo, na linha do vamos ver no que é que dá. A reunião desta quarta, por isso, serviu para colocar os pratos em panos limpos. Com o entendimento de jogo zerado agora e que haja uma definição futura indicando quem será o candidato ao governo e quem ocupará as vagas na chapa de Senado e vice-governadoria.

Daqui até lá, todos seguem com o pé na estrada. Cícero, espera-se, deve deixar o PP e ficar solto até o ano que vem, podendo se filiar em um partido de centro. O PDT tem sido lembrado, pela proximidade do gestor com as lideranças nacionais. Mas há quem diga que há um assédio do manda-chuva do PSD, Gilberto Kassab. O partido hoje é liderado por Pedro Cunha Lima, que tem dado pouca atenção à política nos últimos dias, inclusive trocado a pré-campanha por praia e videogame. Há, nos bastidores, também movimento da oposição para puxar o Caboquinho.

De consenso entre todos está o apoio ao nome de João Azevêdo para a disputa do Senado. O caso de Lucas será reanalizado, caso a liderança de Cícero nas pesquisas continue acentuada. Já Galdino, tem surgido como franco-atirador. Em breve, teremos o resultado.

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