Legislativo
Em pé de guerra com Bolsonaro, vice da Câmara avalia instalação de impeachment
20/07/2021 18:24
Suetoni Souto Maior
Marcelo Ramos alega que ameaça de não realização de eleições é crime de responsabilidade. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), elevou o tom do discurso contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em pé de guerra com o mandatário desde que o presidente o culpou pela aprovação do “fundão eleitoral” de R$ 5,7 bilhões, avalia a instalação de um dos mais de 130 processos de impeachments contra o gestor. A informação foi exposta durante entrevista à Folha de São Paulo, nesta terça-feira (20). Ele ocupa interinamente o comando da Casa.

Ramos já pediu acesso aos pedidos protocolados na Casa. Um dos crimes de responsabilidade apontados por ele trata da ameaça do presidente de não haver eleição no ano que vem se não houver voto impresso. “Porque o tipo penal que trata de eleição fala em ameaça. Então ameaçar o processo eleitoral já é crime de responsabilidade”, afirma ele, que se coloca na trincheira contra Bolsonaro.

O deputado também aponta perda de capilaridade eleitoral do presidente para apontar que chegou o momento de enfrentar os pedidos de impeachment engavetados pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). “O bolsonarismo está cada vez mais no gueto. O problema é que como é muito barulhento, eles parecem que são mais do que efetivamente são. Mas não vou recuar.”

Sobre a LDO, Marcelo Ramos disse que o valor aprovado na Câmara foi votado e aprovado pelos bolsonaristas, inclusive os filhos do presidente, Eduardo (Câmara) e Flávio Bolsonaro (Senado). Ele alega que a reação de negação ao texto ocorreu apenas após a repercussão negativa. “Se o governo não quisesse, não teria fundão. Só teve fundão porque o governo quis”.

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