A agenda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), na Paraíba, nesta sexta-feira (25), terá um sentido misto de campanha política, desagravo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e articulação política local. Este é o pior momento político vivido pela família que ocupou o Palácio do Planalto entre 2019 e 2022, com riscos claros de prisão para o ex-gestor. Atualmente, o capitão reformado do Exército usa tornozeleira eletrônica e cumpre outras medidas cautelares por suposto envolvimento em tentativa de golpe de estado e trama de sanções ao país. O nome de Michelle, por isso, ganha força para representá-lo na disputa do Planalto, em 2026.
A agenda de Michelle, na Paraíba, portanto, preenche a estratégia traçada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, de fortalecê-la para o pleito. Por isso, em João Pessoa, às 9h, ela fará a inauguração da sede do Partido Liberal, no bairro do Miramar. Também receberá o Título de Cidadã Pessoense, aprovado no semestre passado, como propositura da vereadora Eliza Virgínia (PP). Esta última, vale ressaltar, tem feito mobilização para ampliar a presença de aliados no encontro. Na sequência, no dia seguinte, às 8h, Michelle participará de agenda em Campina Grande.
Mas antes de chegar a Campina Grande, a passagem dela será essencial um teste de fogo para a oposição ao governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB). É que apesar de haver um bloco relativamente forte na oposição, ele é uma mistura heterogênea. A maioria das lideranças rejeita associar o nome ao bolsonarismo, temendo a elevada rejeição do ex-presidente no Estado. Por isso, o movimento do senador Efraim Filho (União Brasil) para se colocar como nome do bolsonarismo na Paraíba gerou indignação junto a nomes como o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD).
O cenário indica, então, tendência de racha mesmo na oposição, uma vez que o PL já decidiu que não terá candidato ao governo se encontrar um nome com densidade eleitoral para comprar a briga e que reserve espaço no palanque para abrigar o bolsonarismo. E para este espaço, Efram já deu sinais de que chuta se a bola for para a marca da cal.
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