O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu duas denúncias contra 52 pessoas, acusadas de integrarem duas organizações criminosas especializadas no tráfico interestadual de drogas. As denúncias são um desdobramento da força integrada entre o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB), a Divisão de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal (DRE/PF) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba (Draco/PCPB), com as operações “Hangar Fantasma” e “Puçá”, respectivamente.
Além da condenações dos denunciados, o MPPB requereu à Justiça o confisco de valores, imóveis, veículos e aeronaves, proveitos do crime, no montante de R$ 17,2 milhões contabilizados em lavagem de dinheiro. “Essa atuação ocorreu em apenas 10 dias, em tempo exíguo, o que mostra a eficácia da cooperação interinstitucional. São ações aviadas de se contrapor às organizações criminosas especializadas no tráfico de drogas”, destacou o coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça Octávio Paulo Neto.
A “Operação Puçá” foi deflagrada em janeiro deste ano, a partir de investigação conduzida pela Draco/PCPB, a qual revelou a existência de uma estrutura criminosa voltada ao tráfico de drogas por meios digitais e à lavagem de capitais, com atuação principalmente nas cidades de João Pessoa e Campina Grande.
Segundo a denúncia oferecida pelo MPPB, o grupo abandonou o modelo tradicional de comercialização em pontos físicos e passou a operar um sistema estruturado de venda virtual de entorpecentes, utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgação de catálogos, atendimento a usuários e coordenação logística de entregas.
Já a “Operação Hangar Fantasma” foi deflagrada em dezembro de 2025, pela Polícia Federal, Gaeco e Polícia Militar, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, que utilizava o modal terrestre e aéreo para o transporte de entorpecentes, além de promover complexos esquemas de lavagem de dinheiro.
Conforme explicou o coordenador do Gaeco, a ação penal decorre de inquérito instaurado a partir de elementos probatórios obtidos em investigação anterior, cujo compartilhamento foi autorizado judicialmente.
De acordo com a denúncia do MPPB, o grupo possuía estrutura hierarquizada e divisão funcional de tarefas, incluindo núcleos de liderança, gerência, financeiro e logística, voltados à aquisição, transporte e distribuição de entorpecentes provenientes de diversas regiões do país, com destino final ao Estado da Paraíba.
As investigações indicam que a organização utilizava mecanismos típicos de ocultação patrimonial, como transferências bancárias fracionadas, uso de contas de terceiros e empresas interpostas, com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores e dissimular a titularidade de bens. (Com informações do MPPB)
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