O Brasil mal entrou em clima de Copa e a polêmica já começou — só que, desta vez, fora das quatro linhas. E na Paraíba. O deputado estadual Sargento Neto (PL) foi à tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (29) para protestar contra uma notícia que nem a CBF confirmou ainda: a possível adoção de uma camisa vermelha pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
A informação foi divulgada por um site especializado em uniformes esportivos, o Footy Headlines, que costuma acertar em vazamentos desse tipo. Segundo a publicação, o novo segundo uniforme seria vermelho, cor inédita na história da camisa canarinho. Bastou isso para acender o sinal de alerta em certos setores que confundem design esportivo com geopolítica.
Sargento Neto não perdeu tempo. Em áudio divulgado pelo programa Arapuan Verdade, o deputado usou a tribuna para elevar o tom. “Essa camisa tem que ser respeitada. Essa camisa é padrão e eu tenho certeza que jamais será vermelha em campo nenhum e local nenhum do mundo. Se quiserem mudar, vão lá pra China”, disparou.
O argumento parece simples: vermelho é cor de comunista, logo não pode vestir os atletas brasileiros. Tudo indica que o problema não é com a camisa em si, mas com o simbolismo que ela carrega — ou que o deputado gostaria que ela carregasse. Nessa lógica, uma cor no uniforme seria uma ameaça à soberania nacional. O verde e amarelo, ao que tudo indica, virou monopólio ideológico.
Na prática, o que está em jogo é o debate sobre identidade. Só que, nesse caso, o campo é o da retórica fácil. Questionar a cor de uma camisa parece ser mais urgente do que discutir os rumos da política, que anda em ritmo bem abaixo do esperado.
A CBF, por enquanto, mantém o silêncio. E a Seleção, essa sim, tem problemas bem maiores a resolver do que a paleta de cores do próximo uniforme.
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