Legislativo
De volta ao PP, Daniella embaralha pretensões da oposição em relação a 2026
23/04/2025 21:17

Suetoni Souto Maior

Filiação de Daniella conta com participação de Ciro Nogueira, Mersinho, João Azevêdo, Aguinaldo e Cícero Lucena. Foto: Divulgação

A senadora Daniella Ribeiro está de volta ao PP, depois de pouco mais de dois anos no comando do PSD no Estado. O retorno ocorre após movimento do clã Cunha Lima ter pego a base governista de calças curtas. O grupo conseguiu via direção nacional do partido não apenas a filiação de Cássio e Pedro, mas também o comando da sigla e ainda um cartão vermelho para a senadora. O movimento, por isso, abria a perspectiva de os oposicionistas irem para a disputa do Palácio da Redenção, no ano que vem, com maior tempo de TV que os aliados do governador João Azevêdo (PSB).

O quadro tende a mudar, no entanto, com a ida de Daniella para o PP. E por um motivo simples: fortalecidos, os progressistas criam as condições para comandar a federação PP/União Brasil, em vias de criação. Pior para o senador Efraim Filho (União), que corre o risco de se tornar coadjuvante ou ser forçado a mudar de agremiação no ano que vem. Na discussão sobre o comando da legenda, o parlamentar apontava como vital o fato de o União Brasil ter um senador no Estado. O quadro se equilibra neste quesito com a chegada de Daniella e pende para a base governista porque Lucas Ribeiro pode assumir o comando do governo no ano que vem.

Este movimento fez com que a filiação de Daniella Ribeiro fosse prestigiada pelas principais lideranças do bloco governista. Ao lado dela, estavam o governador João Azevêdo; o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena; o deputado federal Mersinho Lucena e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Todos têm planos para o ano que vem.

O governador João Azevêdo poderá disputar o Senado, abrindo espaço para a posse de Lucas Ribeiro (PP), filho de Daniella. Lucas poderá disputar a reeleição ou abrir caminho para que Cícero dispute o governo. Vai depender de quem tenha melhores condições para o pleito. Se o atual vice-governador não for candidato, Daniella Ribeiro vai disputar a reeleição. O papel de cada um na corrida eleitoral, no entanto, dependerá em grande parte da disposição eleitoral de João Azevêdo.

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