Judiciário
De molotov a faca enferrujada: o tom de galhofa nas ameaças, inclusive de paraibanos, ao governador de Santa Catarina
16/09/2025 07:53

Suetoni Souto Maior

Jorginho Mello é governador de Santa Catarina e planeja a disputa da Presidência da República. Foto: Secom SC/ Divulgação

Uma grande operação marcou esta segunda-feira (15) para o cumprimento de mandados contra pessoas que teriam incitado violência contra o governador de Santa Catariana, Jorginho Mello (PL). Foram realizadas buscas em endereços no estado comandado pelo gestor catarinense, em São Paulo e na Paraíba. Por aqui, os alvos foram abordados em Cabedelo e em Campina Grande. Não há detalhamento sobre eventual execução das ameaças e nem se haveria de fato um “plano” para o cometimento do crime.

Conforme a investigação, cinco homens teriam trocado mensagens em um grupo de WhatsApp onde houve suspeita de uma possível incitação à violência contra Mello. Os celulares foram apreendidos.

O tom da conversa foi o seguinte:

A primeira foi: “não esquece dos molotov”;

Depois, outro disse: “vê se essa faca tá afiada mesmo”;

Outra mensagem veio em resposta à menção sobre a faca: “e não esquece de rodar depois, importante!!”;

O último escreveu: “enferrujada. E bem suja”.

A investigação teve início no fim de semana, mas a troca de mensagens teria ocorrido na quinta-feira (11), quando um dos integrantes do grupo, que é servidor da prefeitura de Benedito Novo, no Vale do Itajaí, disse ter se encontrado com o governador.

De acordo com a delegada Débora Jardim, da Polícia Civil de Santa Catarina, um notebook foi apreendido em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Já em Campina Grande, o investigado não foi localizado. O material recolhido será encaminhado para Santa Catarina e passará por perícia.

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