Legislativo
CPI da Banda Larga aprova convocação de sete empresas de internet e inicia oitiva pelos conselhos de consumidores
30/09/2021 09:26
Suetoni Souto Maior
Vereadores durante sessão extraordinária nesta quarta-feira. Foto: Reprodução/CMJP

Os membros da CPI da Banda Larga da Câmara de João Pessoa já aprovaram sete requerimentos de convocação de empresas para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito. As acusações investigadas pelos parlamentares são de que os serviços de internet disponibilizados por elas têm velocidade menor que a contratada, além de outras queixas. Nesta quarta-feira, foram aprovados requerimentos relacionados às empresas BR27 Tecnologia, Online Telecom e Brisanet. Antes delas, na segunda-feira (27), foram aprovadas as convocações de Vivo, OI, Claro e TIM.

A presidente da Comissão, Eliza Virgínia (PP), explicou que primeiro serão ouvidos os representantes dos conselhos de consumidor das empresas. A ideia é coletar as informações dos consumidores e depois avançar sobre as empresas propriamente ditas. Na reunião extraordinária ocorrida nesta quarta-feira (29), os vereadores definiram também a oitiva do representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Thiago Botelho, vai participar como convidado, na próxima segunda-feira (4). Foi convidado também o professor Guido Lemos, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Ainda de acordo com Eliza Virgínia, a reunião se fez necessária diante das dificuldades de obter informações de determinadas instituições e empresas, tais como BR27 Tecnologia, Online Telecom e Brisanet, para as quais foram aprovados os requerimentos de convocação. A CPI também deve ouvir representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba (Sinttel-PB) e Energisa.

Os vereadores Bispo José Luís (Republicanos), Carlão (Patriota), Coronel Sobreira (MDB) e Junio Leandro (PDT) fizeram questão de destacar a fragilidade do cidadão comum diante de problemas relacionados à internet, já que membros de uma CPI enfrentaram dificuldades para obter informações das empresas prestadoras desse serviço na cidade. “Vimos na última reunião que Anatel é muitas vezes complacente com essas empresas de Internet porque considera normal que seja prestado apenas 80% ou até 40% do serviço contratado pelo usuário”, enfatizou o Coronel Sobreira.

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