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Consequências: flagrado em vídeo com agressão à ex-mulher, médico perde empregos e é investigado por polícia, Bombeiros e CRM
11/09/2023 19:46

Suetoni Souto Maior

Imagens mostram agressões contra uma mulher no elevador. Foto: Reprodução/Twitter

O médico João Paulo Souto Casado foi arrebatado, nesta segunda-feira (11), por uma tempestade perfeita. O termo é usado para definir uma uma cadeia de acontecimentos negativos que acometem um indivíduo de uma só vez. Acusado de violência doméstica, vídeos em que ele aparece dando socos e tapas na ex-mulher viralizaram neste fim de semana nas redes sociais. A comoção e as cobranças fizeram com que, em questão de horas, órgãos públicos aos quais ele estava vinculado profissionalmente, entidades e forças policiais apresentassem a “fatura” contra o agressor.

A primeira reação ocorreu ainda neste domingo (10), poucas horas após a divulgação das imagens. A secretária de Saúde de João Pessoa, Janine Lucena, determinou o afastamento do médico, do cargo de diretor-técnico do Trauminha de Mangabeira. O ato contínuo dessa providência veio um dia depois, com a exoneração dele do cargo pelo prefeito Cícero Lucena (PP). No mesmo dia, o governador João Azevêdo (PSB) determinou a exoneração do cargo que ele ocupava no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na Capital.

Para além disso, o Corpo de Bombeiros, onde o médico também tem vínculo, decidiu abrir investigação a respeito da postura dele. “O Comando do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, ao tomar conhecimento através das redes sociais, dos fatos envolvendo um militar da Corporação, informa que será aberto procedimento apuratório para investigar a conduta do bombeiro militar”, diz a nota divulgada pela corporação logo cedo.

Para completar, Casado ainda corre risco de sofrer sanção ética imposta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB). A entidade disse, por meio de nota, que “ao tomar conhecimento, através da imprensa e das redes sociais, das imagens de violência praticada por um médico à sua companheira, determinou a abertura de sindicância, considerando os artigos 23 e 25 do Capítulo IV do Código de Ética Médica.”

O caso também é investigado pela Delegacia da Mulher desde o mês passado. A delegada Paula Monalisa disse que os fatos narrados pela vítima ocorreram no ano passado, mas só em agosto ela compareceu à política para registrar queixa. A mulher também recebeu medidas protetivas em decorrência do ocorrido. A polícia, agora, avalia pedir a prisão do médico.

No início da tarde, o advogado Aécio Farias, contratado por João Paulo Casado, divulgou nota fazendo acusações contra a ex-mulher do médico. O documento diz que eles estão separados desde julho e insinua que ela representaria risco para o filho de nove anos do profissional. Atribui à vítima das agressões, também, acusações de que a jovem vinha extorquindo o médico, obrigando ele a pagar as mensalidades do curso de medicina onde ela estuda.

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