Executivo
Com disputa conflagrada, pré-candidatos ao governo correm para fechar times para eleições
16/03/2026 08:09

Suetoni Souto Maior

Cícero Lucena, Lucas Ribeiro e Efraim Filho brigam por lideranças no Estado. Foto: Montagem

Os três pré-candidatos ao governo da Paraíba mais bem posicionados nas pesquisas terão pela frente mais duas semanas para fecharem os times que terão para a disputa deste ano. O prazo no calendário é um pouco mais generoso: o período das convenções. Mas a corrida dos postulantes por apoio, de forma muito antecipada, fez com que a urgência para estas definições fosse precipitada.

O prefeito Cícero Lucena (MDB) terá que deixar o cargo para concorrer às eleições. No lugar dele, assume o atual vice-prefeito, Léo Bezerra (PSB). Há discussões, também, se o hoje auxiliar vai deixar o partido comandado pelo governador João Azevêdo e se filiar ao Partido dos Trabalhadores. Não há urgência para a filiação dele a uma sigla, mas pessoas próximas falam em incômodo na agremiação atual e um provável ganho eleitoral se dele for para o partido do presidente Lula. Essa migração daria força à conversa que visa atrair o PT para a base de apoio do prefeito, o que hoje não parece ser o cenário mais provável.

Outro que terá a perspectiva eleitoral profundamente modificada a partir de abril é o vice-governador Lucas Ribeiro (PP). Ele vai assumir o comando do governo a partir do dia 2 de abril, quando o governador João Azevêdo pretende renunciar ao cargo para disputar uma vaga para o Senado. Lucas tem em torno de si o apoio da maior parte dos prefeitos paraibanos e partidos como o Republicanos, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O parlamentar quer ver também o pai, Nabor Wanderley (hoje prefeito de Patos), eleito para o Senado. Outra disputa entre Lucas e Cícero é para ter o PT e Lula no palanque.

É preciso observar, também, os movimentos do senador Efraim Filho (União Brasil). Ele deve migrar para o PL para a disputa das eleições, já que seu partido formou uma federação com o PP de Lucas. No confronto de forças, não deu para o parlamentar, que marcou para o dia 22 a filiação ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje preso por envolvimento na trama que tentou um golpe de estado em 2023. Efraim vai disputar o pleito deste ano representando o bolsonarismo no Estado. Dos antigos aliados da oposição, ele preservou apenas o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União).

A maior dificuldade dos postulantes, por ora, é para fechar as chapas para a disputa. Tanto Cícero, quanto Lucas e Efraim não preencheram todos os espaços na majoritária, o que poderá ocorrer a partir de abril. Cícero não tem nome para vice e uma das vagas para senador. Já Lucas não tem nome para vice, assim como Efraim não tem um segundo nome para o Senado nem para vice. O prazo para a definição, no entanto, é o período de convenções, no mês de julho.

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