Judiciário
Com aval de Moraes, paraibano investigado por atos golpistas retoma redes sociais
03/06/2025 11:06

Beatriz Souto Maior

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o paraibano Rodrigo Lima de Araújo e Silva a voltar a utilizar as redes sociais. A liberação, no entanto, é restrita a fins profissionais. A decisão foi tomada após pedido da defesa, que alegou que Rodrigo, professor de marketing, depende das plataformas digitais para garantir a própria subsistência.

Rodrigo está entre os investigados por participação na organização dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023, que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. A proibição de uso das redes havia sido determinada em abril de 2024, como condição para a concessão da liberdade provisória.

A defesa argumentou que o investigado usava as redes para ministrar aulas e realizar transmissões ao vivo com conteúdo estritamente profissional – nada político. Desde a proibição, ele estaria enfrentando dificuldades financeiras e vivendo com ajuda de familiares. Moraes considerou a situação “extraordinária” e decidiu flexibilizar a medida.

Mesmo com a liberação parcial, outras restrições seguem valendo. Rodrigo continua obrigado a usar tornozeleira eletrônica, manter recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, além de estar proibido de manter contato com outros investigados e de deixar o país. A defesa terá que detalhar como será feito o uso das redes no exercício da profissão.

Quem é Rodrigo Lima

Rodrigo Lima foi candidato a vereador em João Pessoa em 2016. Publicitário, jornalista e especialista em marketing, ele é acusado de ser um dos articuladores da chamada “Festa da Selma”, codinome usado para convocar apoiadores aos atos de 8 de janeiro. Ele chegou a fazer vaquinha para ir a Brasília, mas desistiu da viagem.

Na Paraíba, é apontado como um dos líderes do acampamento bolsonarista montado em frente ao Grupamento de Engenharia, na Avenida Epitácio Pessoa, após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições. A investigação contra ele segue em andamento no Supremo, com novas diligências em curso.

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