Executivo
“Cartilha bolsonarista” afasta Romero do apoio à reeleição de Bolsonaro
01/12/2021 08:18
Suetoni Souto Maior
Romero Rodrigues vai mudar de partido. Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), tem dado provas de que está em outra “vibe” política. Em entrevista ao jornalista Luís Tôrres, na TV Arapuan, nesta semana, ele deixou claro que não tem alinhamento ideológico com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes visto como potencial aliado, o ex-gestor critica o que descreve como “modus operandi” dos aliados do capitão reformado do Exército. Segundo ele, tentaram impor até cartilha de como deveria se portar para oferecer palanque ao presidente para as eleições do ano que vem.

Se descrevendo mais uma vez como político de centro, meio como quem sinaliza um largar de mãos, Romero apenas desejou boa sorte a Bolsonaro nas eleições do ano que vem. O gesto discursivo mostra o quanto o ex-prefeito abraçou a nova vertente política que ele pretende seguir, com um alinhamento crescente com o governador João Azevêdo (Cidadania). Os dois ainda não conversaram pessoalmente, pelo menos segundo eles próprios, mas o diálogo tem sido pródigo em resultados nos bastidores. Há sinalização palpável até de que o ex-gestor se torne vice do atual governador.

As discordâncias de Romero com aliados do presidente aqui na Paraíba foram vistas em relação a declarações vindas de figuras como o comunicador Nilvan Ferreira (PTB) e o deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota). Isso porque o apoio à candidatura de Romero estava assegurado, mas ele precisava seguir padrões que contrariavam sua história política. O ato contínuo disso, por parte do ex-prefeito, foi modular o discurso. Sendo de centro, caso ele se alie a João, não seria de estranhar o apoio à candidatura do ex-presidente Lula.

Aos bolsonaristas, agora, resta a busca de um nome capaz de dar capilaridade ao palanque de Bolsonaro no Estado. O presidente tem uma militância resiliente e numerosa na Paraíba. Não haverá dificuldade para a construção de um palanque forte, principalmente voltado para a eleição proporcional. Para a disputa do governo, até agora, o nome mais cotado é o do ministro paraibano Marcelo Queiroga (Saúde). Apesar das sinalizações em contrário, tem sido ele a figura que mais apresenta predicados para a disputa. Com Romero, muito claramente, não será.

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