O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), tem se esforçado para melhorar a imagem do Legislativo após um 2025 de algumas entregas, mas também de muitas pautas espinhosas e desgastantes. A última foi a que concede reajustes acima do teto do funcionalismo para os servidores do Poder. Agora, a marcha é tentar virar a página. Por isso, prometeu ao governo empenho no fim da jornada 6 x 1 e agora quer discutir tarifa zero no transporte.
De acordo com matéria da Folha de São Paulo, publicada neste domingo (22), Motta prometeu a parlamentares e prefeitos instalar nos próximos dias uma comissão especial para avaliar e debater a tarifa zero no transporte público.
A promessa faz parte de uma estratégia para reduzir o peso de assuntos que podem causar desgaste aos políticos, como a reforma administrativa, e avançar com propostas consideradas mais populares neste seu segundo ano no comando da Câmara, como a tarifa zero e o fim da escala de trabalho 6×1.
Ao destravar esses debates, Motta também busca se aproximar do presidente Lula (PT), cujo apoio é importante, na Paraíba, para ajudar a eleger seu pai para o Senado.
A gratuidade no transporte público das grandes cidades está em análise nos ministérios da Fazenda e das Cidades e deve ser explorada como mote da campanha presidencial de Lula. O governo avalia que há poucas chances de implantação ainda neste mandato do petista, dado o custo bilionário para bancar as tarifas e o atual déficit nas contas públicas da União.
Ainda assim, Motta prometeu, em reunião com prefeitos e deputados, criar uma comissão especial após o Carnaval para participar dessa discussão.
Uma das possibilidades em estudo é substituir o vale-transporte por uma contribuição de empresas para um fundo que custearia a gratuidade das tarifas. Outras formas de financiamento também devem ser discutidas, como o aporte de recursos da União, estados e municípios, além de subsídios cruzados.
“Vamos entrar no debate sobre as fontes de financiamento. Aí entra na questão do vale-transporte e de outras fontes rumo à tarifa zero”, diz o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), cotado para coordenar o grupo.
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