O ministro da Defesa, Braga Netto, negou nesta quinta-feira (22) que tenha feito ameaças contra a realização das eleições de 2022. Uma matéria publicada na edição desta quinta-feira (22) do jornal O Estado de São Paulo atribui ao general um recado enviado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), dizendo que se não for aprovado o voto impresso e “auditável”, não haverá eleições em 2022. A mensagem se assemelha ao que já foi dito anteriormente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Ao longo da manhã, Lira também negou que tenha recebido a ameaça. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, ligou para Lira, ouviu do deputado que não houve ameaça, e escreveu em uma rede social que “as instituições estão funcionando”. Durante solenidade na manhã desta quinta, Braga Netto leu o conteúdo da nota que foi divulgada minutos depois no site do Ministério da Defesa.
Confira, na íntegra, a nota publicada pelo Ministério da Defesa
Nota Oficial: Ministro não usa interlocutores para comunicação com Presidentes de Poderes
Em relação à matéria publicada em veículo de imprensa, no dia de hoje, que atribui a mim mensagens tentando criar uma narrativa sobre ameaças feitas por interlocutores a Presidente de outro Poder, o Ministro da Defesa informa que não se comunica com os Presidentes dos Poderes, por meio de interlocutores.
Trata-se de mais uma desinformação que gera instabilidade entre os Poderes da República, em um momento que exige a união nacional.
O Ministério da Defesa reitera que as Forças Armadas atuam e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição. A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições nacionais, regulares e permanentes, comprometidas com a sociedade, com a estabilidade institucional do País e com a manutenção da democracia e da liberdade do povo brasileiro.
Acredito que todo cidadão deseja a maior transparência e legitimidade no processo de escolha de seus representantes no Executivo e no Legislativo em todas as instâncias.
A discussão sobre o voto eletrônico auditável por meio de comprovante impresso é legítima, defendida pelo Governo Federal, e está sendo analisada pelo Parlamento brasileiro, a quem compete decidir sobre o tema.
Walter Souza Braga Netto
Ministro de Estado da Defesa
Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)
Ministério da Defesa