Executivo
Bolsonaro demonstra angústia com demora para posse de Lula e diz que presidentes deveriam assumir após a eleição
19/11/2022 07:39

Suetoni Souto Maior

Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva sobre derrota nas urnas neste ano. Foto: Reprodução

Recluso no Palácio da Alvorada desde que perdeu as eleições, em 30 de outubro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem demonstrado inquietação em relação à posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O gestor tem reclamado em conversa com os poucos interlocutores que aceitou receber após a derrota, que os 60 dias até a transferência do cargo são demasiadamente longos e que deveria ser apresentada uma lei para encurtá-los. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

A interlocutores, Bolsonaro tem dito que a longa espera é aflitiva. Segundo ele disse a um dos visitantes, o presidente que está deixando o cargo já não tem mais poder algum e suas opiniões não têm relevância. A ele restaria, portanto, ficar batendo ponto e esperando o tempo passar. À mesma visita, o gestor passou a impressão de estar chateado e triste com a derrota. Que, de fato, não esperava.

O prazo para a posse dos mandatários varia de país para país. Nos Estados Unidos, o presidente é eleito em novembro e toma posse em janeiro, com uma distância aproximada de 60 dias, assim como no Brasil, onde o prazo é um pouco mais longo, dependendo da data da eleição. Na França, a posse ocorre poucos dias após o fim da apuração da votação. É rápido, assim como o é no caso das democracias parlamentaristas.

O fato de estar recluso fez com que surgissem vários boatos a respeito do presidente, inclusive com gente dizendo que ele renunciaria. Nada disso, no entanto, é oficial. O que há de fato, segundo as fontes palacianas, é que Bolsonaro foi diagnosticado com erisipela na semana seguinte à eleição. De acordo com o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), isso tem feito com que ele não compareça ao Palácio do Planalto para dar expediente.

Bolsonaro demorou a reconhecer a derrota nas eleições e viu surgirem em vários estados movimentos voltados para a interdição de rodovias pedindo golpe militar. O gestor, no entanto, gravou vídeo pedindo para que os apoiadores dele não impeçam o “ir e vir” das pessoas.

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