Executivo
Auxiliares de João não acreditam em rompimento e candidatura própria de Veneziano
26/07/2021 16:30
Suetoni Souto Maior
Veneziano Vital do Rêgo mantém o mistério sobre eventual candidatura ao governo. Foto: Nelson Sebastian/Senado

Os auxiliares do governador João Azevêdo (Cidadania) têm observado com atenção a movimentação do senador Veneziano Vital do Rêdo (MDB). O parlamentar assume tom enigmático sempre que questionado sobre a colocação do seu nome para a disputa do governo do Estado, no ano que vem. Uma sucessão de fatos vem elevando o distanciamento entre o emedebista e o governador, todos desencadeados a partir da perda do Podemos para o grupo fiel a Azevêdo. A sigla era comandada por Ana Cláudia Vital do Rêgo, mulher do senador.

Nesta segunda-feira (26), o vereador Mikika Leitão, presidente do MDB em João Pessoa, deu tons mais dramáticos à falta de entendimento entre Veneziano e João Azevêdo. Ele defendeu que o senador vá para a disputa do governo no ano que vem, inclusive com a participação do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) na chapa majoritária. Caberia ao tucano o espaço para a disputa do Senado. Essa tese, inclusive, tem ganhado corpo desde a semana passada, mas sem confirmação.

Procurado pelo blog, Veneziano desconversou. “Nosso presidente Mikika é um emedebista entusiástico”, se resumiu a dizer. Há dúvidas sobre como se daria essa aproximação entre Veneziano e Cássio. Os dois, historicamente, são adversários políticos ferrenhos em Campina Grande. Ambos disputaram o poder no município em várias oportunidades e, em 2018, na disputa pelo Senado, Veneziano saiu na frente e conseguiu a vaga antes pertencente ao tucano na Casa Alta.

O blog procurou ouvir alguns auxiliares próximos ao governador João Azevêdo. Deles, ouviu que tudo não passa de fumaça. “Ao que parece, estão tentando se valorizar”, disse um aliado do gestor. Para outro, toda essa movimentação ainda é reflexo da saída do Podemos da órbita do senador para se somar ao grupo apoiado por João Azevêdo. “A presidente do partido (Renata Abreu) veio aqui oferecer a sigla. Não houve cooptação”, disse, em referência ao partido que já integrava a base aliada do governo.

O deputado estadual Raniery Paulino, um dos principais expoentes do partido, demonstrou ceticismo ao falar sobre o assunto. Ele ressaltou que, particularmente, trabalha pela reeleição do governador, mas deixou claro que o tema será discutido internamente. O parlamentar é filho do ex-governador Roberto Paulino, que acabou de assumir a Secretaria de Governo. O parlamentar lembrou que o grupo dele recebeu o apoio de João Azevêdo em 2020 e que trabalha para retribuir a atenção.

Ou seja, as discussões continuam…

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