O pediatra Fernando Cunha Lima, de 81 anos, passará por audiência de custódia neste sábado (8), em Olinda, Pernambuco. O caso dele será analisado pelo juiz plantonista, que poderá decidir pela prisão do médico acusado de abuso sexual contra crianças, em João Pessoa, onde mantinha consultório. O profissional foi preso em Paulista, em um bairro de classe média, onde estava escondido desde novembro, quando foi decretada sua prisão preventiva. A audiência está prevista para o período da tarde.
Cunha Lima chegou a ser apresentado em João Pessoa, pela Polícia Civil, após ser preso no estado vizinho. A defesa, no entanto, conseguiu habeas corpus para garantir que ele fosse preso em Pernambuco. A solicitação, segundo o advogado Aécio Farias, já havia sido feita anteriormente. Ele alegou temer que seu cliente tivesse ameaçada sua integridade física e por ser o local onde mora sua família.
Durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira, a Polícia Civil afirmou identificou o imóvel onde o médico vivia, foi até o local e a esposa do médico abriu a porta para os policiais. Nesse momento, eles já conseguiram visualizar o pediatra no sofá da residência e deram voz de prisão. Cunha Lima afirmou ao desembarcar em João Pessoa que tinha certeza de que não continuaria preso. Quando chegou à Central de Polícia, em João Pessoa, concedeu entrevista à imprensa.
As investigações tiveram início em 25 julho do ano passado, quando uma mãe disse ter visto ele abusar do filho menor. Ela contou à polícia que durante uma consulta, o profissional tocou as partes íntimas da criança. O escândalo ganhou maior repercussão depois que a sobrinha do médico, Gabriela Cunha Lima, veio a público para dizer que também havia sido abusada por ele, quando tinha apenas nove anos de idade. O crime teria ocorrido 30 anos antes.
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