O conselheiro Nominando Diniz, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), deve participar, nesta quarta-feira (25), da sua última sessão como membro do órgão de controle. Fará isso com três anos de antecedência e em tempo de se filiar a um partido político e disputar as eleições deste ano. Mas quem acha que o plano é esse, engana-se. Pelo menos é o que ele tem dito a quem o procura para saber do seu destino.
Descendente de um clã político consolidado no Sertão, Nominando foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e possui a rara habilidade de ser bem quisto por todos os grupos da política. A antecipação da aposentadoria, ele revela, atende a uma promessa feita ao governador João Azevêdo (PSB), para que o gestor possa indicar um aliado para o cargo. É o mesmo Nominando que reconhece que votou em Pedro Cunha Lima (PSD) contra João em 2022.
Esse gesto tem feito subir, nas bolsas de apostas, a tese de que o conselheiro possa ocupar a primeira suplência de João Azevêdo nas eleições. Amigos próximos negam a possibilidade. Há quem diga, também, que Nominando é desejado pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), na sua equipe de campanha pelo governo do Estado e, futuramente, em um cargo do governo, caso o projeto eleitoral do gestor pessoense seja bem-sucedido.
Nominando ocuparia, com isso, lugar próximo ao do também ex-conselheiro Fernando Cartão, cotado para alguma função na campanha eleitoral. O conselheiro, no entanto, não tem falado sobre essa possibilidade em público. Uma candidatura a deputado estadual seria natural, afinal, ele aproveitou para percorrer o estado enquanto ocupou, recentemente, o comando do Tribunal de Contas do Estado. Em conversa com o blog, ele alega não ter pretensões políticas. Diz que esse é um espaço para os mais jovens.
Para quem analisa, neste momento, o futuro político de Nominando parece um enigma. Mas ele diz que não será por muito tempo. É um ser político, com serviços prestados ao TCE que melhoraram o trabalho da Corte e ainda muita fogueira para queimar. O posicionamento político do conselheiro em relação ao pleito de 2026, ele afirma, virá após a quarentena de 90 dias a serem contados após a aposentadoria.
E ele terá posicionamento político, pode esperar.
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