Legislativo
Arthur Lira diz que Bolsonaro respeitará se plenário da Câmara sepultar voto impresso
09/08/2021 08:48
Suetoni Souto Maior
Arthur Lira diz que a discussão já foi longe demais. Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta segunda-feira (9) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) respeitará o resultado da votação sobre o voto impresso no plenário da Casa. A discussão tem sido um ponto de desequilíbrio entre os Poderes, com ameaça do gestor de “agir fora da Constituição” caso a matéria seja sepultada. A ameaça de golpe acabou acirrando o debate e a matéria foi rejeitada na comissão especial na Câmara. Apesar disso, Lira, que é aliado do presidente, decidiu levar o tema para o plenário.

Em entrevista à CBN, nesta segunda, Arthur Lira admitiu acreditar que o plenário vai repetir o resultado da comissão especial. O destino do voto impresso, portanto, deve ser a rejeição, na avaliação dele. Conta para isso, a posição firme de 15 partidos, que se posicionaram contra a matéria e o acirramento do debate. As últimas semanas foram marcadas por atos de bolsonaristas favoráveis ao voto impresso. Eles foram acompanhados também de ataques do presidente contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A promessa de Lira, no entanto, é que a votação no plenário da Câmara “marine” os ânimos. Apesar de regimental, a prática de levar para apreciação dos 513 deputados temas rejeitados na comissão especial não é comum. Segundo Lira, a proposta é polêmica e tem dividido o País, e, por essa razão, é preciso da análise dos 513 deputados para uma definição. Para ele, “a disputa já foi longe demais”. Em pronunciamento, o presidente da Casa disse que a comissão tem caráter opinativo e não terminativo.

“Não há nada mais amplo e representativo do que o Plenário se manifestar, só assim teremos uma decisão inquestionável. O Plenário é a expressão da nossa democracia e vamos deixá-lo decidir”, afirmou. Segundo Lira, a decisão de levar a PEC do voto impresso para o Plenário da Câmara garante a tranquilidade para as próximas eleições. “Para que possamos trabalhar em paz até janeiro de 2023, vamos levar o voto impresso para o Plenário para que todos os parlamentares possam decidir, estes que foram eleitos pelo voto eletrônico, diga-se de passagem”, disse.

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